LINHA DO TEMPO NA HISTÓRIA DE SÃO SEBASTIÃO(ACONTECIMENTOS IMPORTANTES)

Acontecimento

Ano

Expedição de Américo Vespúcio

1502

1º Sesmaria na Costa Sul

1586(Guaecá a Boracéia)

Ocupação

entre séc.XVI e XVII

Os pedidos de terras se intensifica

a partir de 1600

doação das terras em frente a ilha bela

1603 e 1609

Igreja Matriz origianlmente  Implantada

séc.XVII

doação aos carmelitas

28/04/1608

Emancipação politica

16/03/1636

Franciscano instalam-se no Bairro São Francisco

1650

Imagem de Santa Luzia

1652

Construção do Convento

entre 1657 e 1664

Urbanização e descoberta de Minas

1670 a 1720

instalação da Armação de Baleias

início do século XVIII

construção da fazenda santana

1743

População chega a 3500(1000 escravos)

1788

Atinge o auge econômico agrícola

virada do século XVIII para o XIX

construção do prédio de Cãmara

 fins do XVIII ou 1º metade do século XIX

Igreja Matriz (Construção atual)

Séc.XIX

chega a 2000 escravos

1844

Construção da Casa Dória

1906

Câmara Municipal funcionava na antiga casa de Câmara

até 1920 e com aquisição do predio 1930

Prefeitura Ocupa a area da Cãmara

década de 30

Construção do Porto

1935

Capela da Enseada

1930 ou 40

Rio Juqueriquerê divisa com Caraguá

até A Década de 40 DO SÉC XX

Prefeitura e Câmara dividem o espaço

de 1945 até decada de 60

Igreja matriz ganha vitrais

1950

Igreja matriz ganha altares

1953

instalação da Petrobrás,

anos 60 do século XX

Tombamento da capela São Gonçalo

1969

Brasão Municipal

18/8/1969

abertura da rodovia Rio-Santos

fins dos anos 70

Instalação do Museu de Arte Sacra

1980

demolição dos altares de cedro da Igreja Matriz

1992

Inicialização do trabalho de estruturação do Museu

1992

Conclusão do trabalho de estruturação do Museu

1996

dcreto que instituía o “peixe estilizado como simbolo do município

1999

Inauguração da escola indígena provisória

abr/96

Indios gravam Cd"memoria vida guarani"em comemoração Brasil 500 anos

1998 e 1999

Inauguração da escola Permanente indígena

dez/00

Oficializa a obra “O Peixe”

jun/05

  

 

São Sebastião – ocupação e trajetória histórica

7.1 – Introdução

 

O município de São Sebastião, no litoral norte do Estado de São Paulo, possui área aproximada de 401 km e uma população fixa de cerca de 58.000 habitantes ( censo IBGE – 2000 ). Sua ocupação colonial remonta a fins do século XVI  e início do século XVII, época em que foram doadas as primeiras sesmarias na região hoje dentro dos limites do município.

Com a serra do mar avançando até a costa marítima, de 100 km de extensão, a faixa ocupada é estreita, em poucas áreas o nível do mar se estende, formando planícies, o que chamamos na região de “sertão”. Pode-se dizer que São Sebastião teve períodos de ocupação e ciclos econômicos semelhantes a de outras vilas marinhas de expressão modesta:

·         Ocupação indígena, quando a região era ocupada por tupiniquins e tupinambás:

·         Ocupação colonial, a partir do século XVII quando se inicia a exploração dos engenhos de cana-de-açúcar e a vila se desenvolve;

·         Ocupação caiçara, quando este modo de vida domina a região, marcada pela decadência econômica:

·         Ocupação atual, a partir da segunda metade do século XX, com a chegada da Petrobrás e abertura e pavimentação das vias de acesso, possibilitando a exploração turística, a ordem econômica e social sofre profundas modificações.

Essa evolução na história do município trouxe conseqüências vividas hoje, apresentando vários problemas, principalmente ligados a ocupação e exploração do solo e do mar, que se colocam difíceis em sua compreensão e solucionamento, podendo trazer ainda graves consequências futuras.

 

7.2 – Ocupação indígena

 

Não há muitas pesquisas e informações sobre o período pré-cabralino na região, mas alguns indícios levam a crer na existência dos “homens dos sambaquis”, população anterior aos tupinambás, baseando-se na utilização pelos portugueses dos restos dos sambaquis em suas construções coloniais. Sabe-se que a área era ocupada por tupinambás, que possuíam seu domínio de Boiçucanga para o norte, existindo áreas de acampamento de pesca ou guerra em São Sebastião e aldeias maiores no litoral sul fluminense. De Boiçucanga para sul era domínio dos tupiniquins. A luta entre essas tribos, inimigas ancestrais, se intensificou com a chegada dos europeus; os tupiniquins se aliaram aos portugueses, chamados por eles de peró e os tupinambás aliaram-se aos mair, franceses, que haviam chegado ao Rio de Janeiro, em 1555.

Uma dessas lutas foi presenciada e, mais tarde, narrada pelo alemão Hans Staden, designado pelo então governador-geral Tomé de Souza para combater os tupinambás a partir da fortaleza de Bertioga; em 1554 caiu prisioneiro dos tupinambás, vivendo com eles durante cerca de 9 meses.

Além desse relato há o aparecimento de cerâmica indígena no bairro de Boiçucanga, de machadinha de pedra na Enseada e a herança toponímica, como os nomes dos bairros Camburi, Saí, Paúba, Barequeçaba, Guaecá, etc...

 

7.3 – Urbanização – São Sebastião no contexto do projeto de urbanização colonial português

 

Os critérios tradicionais da expansão portuguesa no mundo visavam a criação de uma rede de feitorias e centros de abastecimento costeiros protegidos por fortalezas. Contrariamente ao encontrado pelos portugueses no Oriente, no Brasil não havia civilizações desenvolvidas e urbanizadas, dificultando, no inicio a repetição do mesmo sistema.

“Durante as primeiras três décadas após o descobrimento, limitaram-se a uma exploração grosseira dos recursos naturais. Esse sistema deu origem às primeiras feitorias e alguns agrupamentos de brancos, com rudimentos de agricultura, povoados, na sua maioria, formado por náufragos.” (1)

Os primeiros colonizadores chegaram a região de São Sebastião nos últimos anos do século XVI. O acidente geográfico, a ilha de São Sebastião, recebeu este nome no período das primeiras expedições exploradoras, provavelmente a 20 de janeiro de 1502, dia de santo do mesmo nome, pela expedição de Américo Vespúcio.

Em 1530, Dom João III, rei de Portugal, divide o Brasil nas capitanias hereditárias. Os irmãos Martim Afonso  e Pero Lopes de Souza recebem as capitanias conhecidas como “do sul” : São Vicente, Santo Amaro e Santana.

A atual cidade de São Sebastião teve sua origem remota na doação das oitenta léguas de costa que D. João III concedeu e confrontou a Pero Lopes de Souza, doação essa que, como diz Pedro Taques, rezava o seguinte:

Quarenta leguas de terra começarão de dose leguas ao sul da ilha de Cananéa, e acabarão na terra de Santa Anna, que está em altura de vinte e oito gráos e um terço, e na dita altura se porá um padrão, e se lançará uma linha, que só corra a l’oeste dez leguas, que começarão no rio Curupacé e acabarão no rio de São Vicente; e no dito rio Curupacé da banda do norte se porá um padrão e se lançará uma linha que corra directamente a l’oeste; e as trinta leguas que fallecem começarão no rio que cerca em roda a ilha de Itamaracá...” (2)

 

Este citado rio Curupacé é o antigo nome do rio Juqueriquerê, que até a década de 40 do século XX serviu como divisa dos municípios de Caraguatatuba e São Sebastião. Nesta primeira divisão a região onde se desenvolveria a vila de São Sebastião está sob jurisdição do donatário Pero Lopez de Souza, pertencendo então a Capitania de Santo Amaro; porém não há ocupação branca ou povoados nestes primeiros anos.

Como pode ser observado nos trechos de documentação a seguir, os sesmeiros que obtiveram terras nesta região também utilizaram alegações muito semelhantes em seus pedidos de terras, parecendo existir uma espécie do que chamamos hoje de requerimento padrão. É sempre enfatizada a luta pela terra em nome da Coroa, enfrentando índios e piratas, além de possuir numerosa família para povoar a terra.

Os pedidos de terras em São Sebastião se intensificaram a partir de 1600. Muitas petições do mesmo período se destinavam a pedidos de terras na região de Angra dos Reis. Esses pedidos no litoral e o estímulo vindo da Coroa para tal denunciam a necessidade de povoamento e conseqüente defesa do litoral, da qual todos os pretendentes a sesmarias diziam  ter participado ou estar dispostos a tal.

Dayse Bizzochi em seu livro “A Terra e a Lei” coloca a seguinte listagem de pedidos de sesmarias em São Sebastião:

·         Diogo Rodrigues e José Adorno, 1586;

·         Sebastião Leme e outros, 1595;

·         Manuel Alvares Chaves, 1603;

·         Simão Leitão e outros, 1603;

·         Simão Machado, 1608;

·         Gonçalo Pedrosa, 1608;

·         Diogo Dias, 16...;

·         Diogo de Onhate e João de Abreu, 1603;

·         Diogo de Onhate, 1608;

·         João Batista Adorno e outros, 1609;

·         Jacome Lopes, 1609 (data do traslado, afirma possuir sesmaria há 50 anos);

·         Simão Machado e Antonio Gonçalves David, 1610;

·         Pero Cubas, 1614;

·         Capitão do Mar e Guerra don Juan da Costa Tabar, 1620;

·         José Bonete, 1634;

·         Antonio Coelho de Abreu e outros, 1640.

 

As divisas contidas nestes documentos são confusas e muitas vezes se contrapõem. E sabido que Diogo de Onhate ocupou o cargo de escrivão da Fazenda e Ouvidoria, servindo a Gaspar Conqueiro, capitão e ouvidor com alçada nas Capitanias de Santo Amaro e São Vicente, loco-tenente de Lopo de Souza, herdeiro dos irmãos Martim Afonso e Pero Lopes. Serviu como tal de 1607 a 1614 aproximadamente, sendo assim, este sesmeiro não residia em suas terras de São Sebastião neste período.

Porém, é esta sesmaria, entre as outras que ocuparam a hoje área do município, que mais se desenvolve. Em sua área original surgem as construções mais importantes para o desenvolvimento urbano e criação de uma vila, como a Igreja Matriz.

Segue trecho da documentação referente as sesmarias de Diogo de Onhate e João de Abreu, conforme citado por Antonio Paulino de Abreu:

 

Foi Lopo de Souza, quem, por seu loco-tenente, o capitão-mor Gaspar Conqueiro, residente na vila de Santos, concedeu duas sesmarias – uma, a 20 de janeiro de 1603 e outra a 16 de junho de 1609, em que se lê o seguinte:

Dizem Diogo de Unhate e João de Abreu, moradores na villa de Santos, que elles são moradores de 40 annos nesta capitania, casados e têm muitos filhos e netos, em especial Diogo de Unhate que tem 11 filhos, sendo 7 filhas 5 solteiras para casar, e que não tem terras para fazer seus mantimentos, e por esta causa padece grandes trabalhos e necessidades, e que elles haviam ajudado a sustentar a terra e a defender dos inimigos que a ellas vinham, franceses, inglezes e hollandezes, e contra os indios rebellados, passando nas guerras muitos trabalhos e necessidades, recebendo em seu corpo muitas flexadas e feridas de que o dito Diogo de Unhate ficara manco e aleijado do braço e mão direita, e derramára seu sangue muitas vezes sem ter tido remuneração alguma; e porque a 15 leguas desta villa de Santos, na ilha de São Sebastião, na terra firme defronte della e toda a costa até o Rio de Janeiro eram todas as terras deshabitadas e devolutas, e ainda que eram tão longe pediam para

ambos dois pedaços de terras de mattos bravos que começam defronte da ilha de São Sebastião nos arrecifes que estão juntos de uma praia que chamam Piraquimirim, que estão da banda  da terra dos Iguaramimis para o nordeste e que d’ahi vão cortando pela terra adiante ao longo do mar salgado, passando outros arrecifes que estão defronte da ilha ao longo da costa, e d’ahi iria pela mesma praia que se chama Saranambitú e por ella ao diante irá cortando até chegar ao porto das canoas que chamam Ibapitandiba, e deste porto correria direito à serra e pelo cume della iria cortando até onde começou a partir, e toda terra que houver dentro desta demarcação, aguas vertentes para o mar, entrarão nesta data.

E outro sim mais uma legua de terra de mattos, maninhos e capoeiras antigas dos gentios, que estavam devolutas, para plantações e canaveaes, algodoaes e mantimentos porque esta terra firme a queriam para criações a qual terra partiria do capinsal que estava na dita ilha de São Sebastião que era... de ciryba e juá a dar em outro Paraiquê que chamam mirim até a enciada a que chamam dos Inglezes, e que a dita legua de terra fosse em quadra.

Despacho: - Concedo. Santos, 26 de janeiro de 1608. – Gaspar Conqueiro, capitão-mor.(3)

 

Como a maioria dos núcleos urbanos dos primeiros tempos de colônia, São Sebastião surge por esforço e interesse dos colonos e donatários. Sua posição geográfica, na costa, entre São Vicente ( fundada em 1532 ) e Rio de Janeiro ( de 1565 ), e o porto natural, proporcionavam possibilidades comerciais.

“As cidades eram criadas em pontos especiais. Funcionavam como centros regionais e por meio delas revelavam-se as tendências centralizadoras da política portuguesa, que se opunham, ainda que discretamente, à dispersão dominante.” (4)

A maioria das terras doadas nesta região o foram para colonos das vilas de Santos e São Vicente, onde a exploração da economia de exportação já havia saturado a distribuição das terras mais próximas. Com o enfraquecimento de São Vicente dentro do esquema de produção de açúcar para exportação, as povoações mais distantes do esquema, como São Sebastião, se dedicavam a agricultura de subsistência e ao comércio.

Elevada a categoria de vila em 16 de março de 1636, São Sebastião está entre as dez novas vilas surgidas nos territórios das antigas capitanias de Santo Amaro e São Vicente entre 1610 e 1670.

 

De um auto lavrado no ano de 1636 e que se encontra, segundo documento oficial, à folha 2 do livro do tombo existente na Igreja local, a povoação já era existente havia 30 anos, asserção que é confirmada com o extrato de duas cartas de sesmarias concedidas em Santos pelo Capitão-mor Gaspar Conqueiro, loco-tenente de Lopo de Souza, a 20 de janeiro de 1603 e 16 de junho de 1609.

Essa asserção, da existência do povoado trinta anos antes de 1630, - muitos anos, aliás, - encontra sua confirmação não só nas referidas sesmarias concedidas ... a Diogo de Unhate e João de Abreu, como em outras mais, que tivemos ocasião de verificar no livro original por nós encontrado no Arquivo Público, de onde se julgava ter desaparecido.(5)

 

Frei Gaspar da Madre de Deus (1715/1800) em sua obra Memórias para a História da Capitania de S. Vicente descreve assim este período:

“Depois de dadas por Sesmarias tôdas as terras que demoram entre os Rios de Santos e Bertioga, não cabendo já os naturais de Santos na vizinhança de sua pátria, passaram aquele Rio Bertioga e aos poucos se foram introduzindo nas 10 léguas de Pedro Lopes, as quais povoaram até adiante da ilha de São Sebastião. Era estilo ordinário nesse tempo ficarem sujeitas as terras novamente povoadas às Vilas mais próximas a elas, e como nas referidas 10 léguas não havia povoação alguma com Câmara, nem Juizes súditos de Pedro Lopes, ficou subordinado ao Pôrto de Santos tudo quanto seus vizinhos tinham povoado no terreno setentrional da Capitania de Santo Amaro. Por este modo se apossou a dita Vila de Santos não só da Povoação de São Sebastião, mas também de tôdas as 10 léguas, as quais se julgavam pertencentes a Martim Afonso, por estarem no Têrmo de uma Vila sua e serem governadas pelos Capitães, Ouvidores, Camaristas e mais Oficiais de Justiça nomeados por ele e seus sucessores.

Esta posse conservavam a Capitania de São Vicente e a Vila de Santos quando se levantou pelourinho em S. Sebastião, e por isso começa da maneira seguinte o auto da criação desta Vila:

Anno do Nascimento de Nosso Senhor Jezus Christo de mil seis centos trinta seis annos aos desaseis dias do mez de Março do dito anno nesta povoaçam de S. Sebastiam da Terra firme, Termo, e Jurisdiçam da Villa de Santos da Capitania de S. Vicente...

Nunca se emendou o erro de falar nas 10 léguas como pertencentes a Capitania de S. Vicente, sendo elas de Santo Amaro; antes, pelo contrário, dividindo-se o Têrmo antigo de Santos por Boiguaçucanga, quando a povoação alcançou o fôro de Vila, parte das ditas 10 léguas ficou pertencendo a S. Sebastião e outra parte a Santos, e tudo com o nome de Capitania de São Vicente, que assim a Vila bem como as mencionadas 10 léguas conservaram até o tempo em que às duas Capitanias de S. Vicente e Santo Amaro se deu o nome de Capitania de São Paulo.

 

O núcleo urbano pouco se desenvolveu nos primeiros tempos; sendo o açúcar nordestino e, mais tarde, o da América Central, mais vantajosos comercialmente. Ainda assim alguns engenhos e casas eclesiásticas foram instaladas no século XVII.

 

Entre 1670 e 1720, a colônia vive uma época de intensa urbanização com a descoberta das minas, ponto de atração de colonos e portugueses. A população dos centros urbanos principais sofre grande aumento.

“Os centros menores sofreram um lento aumento demográfico e, com freqüência, diminuição, perdendo habitantes para as minas. Dependendo de um meio rural com produtividade mais ou menos limitada, o afluxo de população provocaria em geral a ocupação de novas terras onde seriam criadas novas paróquias e, em seguida, vilas, mas não seria possível ocorrer a não ser em alguns pontos especiais, uma concentração maior, como seria o caso dos portos principais e, a partir dessa época, as zonas de mineração.” (6)

Situada entre o sul produtor e Parati, porto escoador das minas e de onde partiam as trilhas mais acessíveis entre a faixa de marinha e as vilas mineiras, São Sebastião, até então uma vila muito modesta começa a desenvolver um período de relativa prosperidade.

Portugueses atraídos pela possibilidade de vender os produtos mais caro aos mineiros instalam seus engenhos na região. Engenhos caracterizados por conter uma só cobertura para morada e engenho, como a Fazenda Santana, de 1743, e o Engenho D’Água, na ilha.

No início do século XVIII é instalada a Armação de Baleias, no local conhecido como Cabelo Gordo, que juntamente com as armações de Bertioga, Barra Grande, em Santos, Vila Bela e Bom Abrigo proviam a capitania do azeite combustível para iluminação.

Com o contrabando do ouro, vindo das minas pelo Vale do Paraíba e Serra do Mar e indo do porto de São Sebastião para a  África completa-se o quadro de atividades de base do período de economia próspera de São Sebastião.

Como conseqüência disso, a vila e as atividades inerentes a ela, como os ofícios mecânicos, o comércio, armazéns, etc, se desenvolvem. Nas fazendas próximas ao núcleo urbano se desenvolveram várias olarias, no início de telhas e potes, mais tarde, de tijolos. No ano de 1788 sua população era estimada em 3500 habitantes, onde cerca de 1000 eram escravos.

Com a introdução do café a região chegou a possuir 106 fazendas, algumas novas e outras, engenhos adaptados. Porém, a sua maior importância era como porto escoador de café do norte de São Paulo e sul de Minas para Santos e Rio de Janeiro.

No ano de 1844, o “Livro de Registro de Escravos de São Sebastião” aponta cerca de 2000 escravos, de várias origens e divididos nas atividades de lavoura, roça, pesca, canoeiro, oleiro, etc.

Com a ferrovia facilitando o escoamento dos produtos através do porto de Santos ( 1817 ) e a abolição da escravatura, São Sebastião entra em profunda decadência; situação que só mudaria na segunda metade do século xx.

 

7.4 – A vila de São Sebastião, hoje centro urbano e administrativo

 

O povoamento de São Sebastião se formou por conseqüência da ocupação das terras, servindo como ponto de apoio para a economia de exportação. Como a maioria das vilas do período, apresentava desenvolvimento modesto, sendo o maior movimento causado pelas transações comerciais e portuárias ligadas a produção da cana. No resto do ano o povoado vivia praticamente em abandono, salvo as festas religiosas, fator de concentração e contatos.

O professor Nestor Goulart nos coloca que “a queda dos preços do açúcar no mercado internacional, em meados do século XVII, veio interromper a expansão da agricultura de exportação.” (7)

Com o enfraquecimento da economia de exportação, a mão-de-obra excedente passa a ser utilizada na economia de subsistência e nas construções urbanas e rurais. São Sebastião como centro urbano modesto vai ver sua dependência de centros urbanos maiores como Santos e Rio de Janeiro, onde estavam instaladas as Companhias de Comercio, aumentar consideravelmente.

Não se sabe ao certo a data da construção da primitiva igreja matriz dedicada ao santo padroeiro São Sebastião, condição exigida pela Coroa Portuguesa para o reconhecimento do povoado e sua elevação a categoria de vila. Era de grande interesse dos sesmeiros da região que ali houvesse uma vila, onde seria instituída a Câmara Municipal, conselho de “homens bons”, vereadores que poderiam legislar sobre a área sem a vinculação com a vila de Santos, de quem o povoado era vinculado.

Pouco desenvolvido o povoado é elevado a categoria de vila em 16 de março de 1636, sendo um conjunto de casas de pedra e cal com cobertura de palha, com seu templo, sem torre, dedicado a São Sebastião.

Afonso de E. Taunay nos aponta fato narrado em “História da Expedição de Três Navios Enviados pela Companhia das Índias Ocidentais, das Províncias Unidas às Terras Austrais, em 1721”, de autoria do viajante C.F. de Behrens, onde este alemão, estando em navio holandês, descreve a vila e como foi recebido de forma hostil pelos moradores.

 

Descrevendo São Sebastião narra Behrens que a cidade dispunha de medíocre extensão. Pouco fortificada, era circumscripta por uma estacada, provida de alguns canhões. Possuia egreja assás bella e um palácio magnífico de governo. Quanto as casas dos moradores, sua construção era a dos índios.” (8)

 

Os portugueses chegando aqui se adaptaram aos recursos da natureza para construir suas casas; usaram, no início pedras cortadas das costeiras, conchas dos sambaquis ou ostreiras para fazer a vez de cal, areia das praias e rios e barro. Construíram grossas paredes de pedra e cal, usando na aparência a lembrança da terra natal. Mais tarde, as Câmaras lançaram regras para determinar a aparência das construções, certificando-se para que as vilas no Brasil tivessem semelhança com Portugal.

A vila só se desenvolveria com a descoberta do ouro nas minas e a conseqüente movimentação portuária em seu canal.

“Os centros menores tendiam a utilizar sítios planos, sempre que instalados após a primeira etapa de colonização” (9), quando as vilas eram implantadas, por medida de segurança, em morros ou pontos elevados.  Fundado após essa primeira etapa, o povoado foi implantado na planície entre o mar e a serra, na área limitada por dois córregos, o Outeiro e o Ipiranga.

Composto por três ruas longitudinais acompanhando o desenho da costa, ainda que sutilmente, e algumas transversais, o núcleo urbano só estenderia seus limites, impostos pelos cursos d’água, ainda que muito pouco, no século XIX com a abertura da “Rua Nova”, que liga o córrego do Outeiro ao antigo local dos ranchos de canoas, onde deságua o córrego do Ipiranga. Somente a partir de 1960, com a chegada da Petrobrás, os limites destes dois córregos seriam transpostos pela área urbana efetivamente, visto que estas áreas esparsamente ocupadas por chácaras, seriam a chamada área de “rossio” provavelmente limitadas pelas terras da Fazenda Santana, a 3 km ao norte.

As praças e largos abertos por força das convenções coloniais, legais ou não, eram o Largo da Matriz, o espaço religioso, a praça do Coreto, o espaço de comércio, e o Largo da Câmara e Cadeia, o espaço político.

Cabe lembrar que até o início do século XVIII a vila era bem rústica, e somente com os recursos advindos da nova ordem econômica os sebastianenses puderam construir seu prédio de Câmara e Cadeia e alguns sobrados típicos da arquitetura de pedra e cal, comum às cidades do litoral brasileiro.

No entorno da Igreja Matriz se encontram as construções mais antigas, com alguns testemunhos do século XVII, como a própria matriz, porém essa arquitetura primitiva foi substituída pelas robustas construções do século XVIII; se afastando do largo da igreja em direção à praia ou ao sul se encontram as construções de fins do século XVIII e início do XIX, a maioria do centro antigo. Fato que também  pode ser  notado pela diferenciação  da técnica construtiva: pedra e cal no século XVIII e tijolo no XIX, quando a produção oleira das fazendas da região se intensifica. Ainda em direção ao sul foi construída a Capela de São Gonçalo, no século XVII, porém ela não provocou  a mesma concentração populacional em seu entorno, como a matriz, sendo a área lindeira ocupada no século XIX, quando da expansão do século XIX, provavelmente através da atuação da Câmara na concessão de datas de terras.

Outro dado importante na análise do centro histórico é a implantação do prédio de Câmara e Cadeia. É sabido que quando da elevação a categoria de vila era instituída a Câmara, a partir de então deveria ser-lhe destinada uma área no núcleo urbano onde seria construído o imponente prédio; ainda é comum encontrar na Carta Régia de Ereção a Vila diretrizes urbanísticas, como se deixar um largo defronte ao prédio, etc e tal. É perceptível esse ocorrido em São Sebastião, visto que o prédio de Câmara só foi construído em fins do XVIII ou primeira metade do século XIX, o largo é separado da Matriz e implantado em seu próprio quadrilátero.

7.5 – 0 bairro de São Francisco – costa norte do município

 

Em meados do século XVII, Antônio Coelho de Abreu, que recebeu sesmaria em 1640, possuindo em suas  terras uma capelinha de Nossa Senhora dos Desamparados, que dotara com 66 braças de patrimônio, resolve doar a mesma para os religiosos da ordem de São Francisco. Na obra “Páginas da História Franciscana no Brasil”, de autoria do Frei Basílio Rower é interessante notar que apenas as terras de Antônio Coelho de Abreu parecem ser documentadas, ou ao menos, somente o nome deste sesmeiro aparece nas listagens de sesmarias doadas em São Sebastião. Quanto mais se avança no tempo e, principalmente, em meados do século XIX mais chácaras vizinhas ao Convento vão existir, portanto, muito provavelmente o sistema de posses também vigorou na região conjuntamente com o sistema oficial.

Segue trecho da carta de doação das terras para os franciscanos:

 

Ano do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil seiscentos e cinqüenta e oito, ... os vinte e dois do mês de março, eu Antônio Coelho de Abreu de comum consentimento entre minha mulher Luzia Alves, havemos por bem, movidos por nossa devoção de dar o sítio para o Convento dos Religiosos do P. São Francisco desta Custódia da Imaculada Conceição, e que fazemos, movidos por nossa devoção que ao dito Santo hábito temos e aos gloriosos Padres S. Francisco e S. Antônio do meu nome que eles intercedam por nós diante de Nosso Senhor, e os ditos Religiosos nos façam participantes de todos os seus sufrágios, sacrifícios e merecimentos; declarando que não temos herdeiro forçado a quem possa prejudicar a dita doação para o dito sítio do Convento com entradas e saídas necessárias, o qual o dito sítio começa da parte do sul, partindo com as terras de Luís Cabral de Mesquita, e irá correndo para a costa do mar para a parte do norte cem braças craveiras ( 220 metros ), nas quais cem braças entram sessenta e seis braças, de que temos feito escritura a Nossa Senhora, que como fazemos doação da dita Igreja aos ditos padres de S. Antônio, por sua conta correrão as festas da veneração da Virgem Ssma. Do Amparo, ( e êste queremos seja o título da igreja, que se nomeia nossa Senhora do Amparo ); e pedimos para nossa sepultura um lugar debaixo do arco cruzeiro do altar mor, onde os Religiosos, que pelo tempo vierem, encomendem nossas almas a Deus; a qual doação das ditas cem braças de terra começando do mar salgado correrão para o sertão todo quanto nossas escrituras rezam, com águas vertentes e tudo mais como possuímos, declarando que como as casas, em que moramos, como tôda a nossa família estão situadas dentro das mesmas cem braças de terra não ficarão tôdas livres para o uso dos ditos Religiosos, ...(10)

 

No entorno do Convento, construído entre 1657 e 1664, em pedra e cal, surge o povoado de São Francisco da Praia, núcleo ceramista e pesqueiro. Em 1840, os moradores do bairro pedem que nele se crie uma freguesia, primeiro passo legal para elevação à vila e possível independência em relação a vila de São Sebastião; porém não havia igreja que pudesse servir de Matriz, sendo então a capela da Ordem Terceira, contígua à nave do convento utilizada para tal. A freguesia foi criada pela Lei n.º 13, de 2 de abril, pela Assembléia Legislativa da Província de São Paulo, mas extinta em 1859.

Quanto à população do bairro é interessante conhecer a opinião dos padres do convento, irritados com as insubordinações de seus escravos.

 

“Para o cultivo das terras e outros serviços pesados, já que o número de Irmãos leigos era diminutíssimo porque a Metrópole os julgava inúteis ( ! ), os frades de Nossa Senhora do Amparo tinham certo número de escravos. Não era raro receberem como oferta a Nossa Senhora, como acontecia no Convento da Penha de Vitória. Na falta de documentação anterior, só desde o fim do século XVIII, constam algumas notícias. Em geral, e ... dizer que as molestações, desgostos e aborrecimentos causados pelos cativos foram tão grandes como em nenhum outro Convento da Província. Parece que a causa disso era o parentesco que muitos tinham com os moradores do Bairro, que instigavam os servos a atos de insubordinação.” (11)

 

Até mesmo  hoje é muito clara esta distinção entre o bairro de São Francisco e as demais regiões do município, como um núcleo que surgiu quase que simultaneamente aos centro da vila, ele se mantém com características muito próprias nas questões culturais e políticas. É aqui que surge uma das mais belas e fortes manifestações culturais de São Sebastião – A Congada. Em homenagem a São Sebastião e São Benedito é um auto e dança que representa a luta de mouros e cristãos, com elementos da cultura africana negra e feudal européia.

 

Ainda na região da costa norte há notícias de dois engenhos, A Fazenda Santana, no Pontal da Cruz, e a Fazenda Mesquita, na Cigarras, antes chamada Praia do Barro.

A Fazenda Santana, construída em 1743, onde funcionou um engenho movido à água, até pouco tempo ainda possuía suas rodas d’água, restando atualmente parte do aqueduto de pedra, o sobrado do “senhor”, construído em pedra e cal, e construções mais simples, como a senzala. Em sua sede acontece a tradicional Festa de Santana, a 26 de julho, com tradicional quermesse e a dança do boi investe.

Quanto à Fazenda do Padre Mesquita, somente se sabe que se situava na antiga Praia do Barro, onde foram encontradas ruínas do sobrado, sede construída em pedra e pau-a-pique. Porém é sabido que a família Mesquita possuía terras confrontantes com as do Convento Franciscano e na dita praia do Barro existia uma comunidade até a primeira metade do século XX.

Do loteamento das terras dessas primeiras propriedades, no século XX, foram surgindo os bairros que existem hoje na região.

Na região da divisa com Caraguatatuba existiu uma tradicional comunidade de pescadores, que por volta de 1930 ou 40, construiu a Capela da Enseada, dedicada a Bom Jesus, na beira da Praia.

 

7.6 – A costa sul do município

 

A primeira sesmaria de que se tem notícia na costa sul, onde hoje se encontram os bairros das praias de Guaecá até Boracéia, foi doada, em 1586, a Diogo Rodrigues e José Adorno; essa sesmaria possuía divisas na praia além de Bertioga até Toque-Toque”. É sabido que na área dessa imensa sesmaria 22 anos depois, em 1608, há mais pedidos de terras na mesma área. O pedido de Simão Machado é nas próprias terras da sesmaria de 1586, ou em parte dela. Também em 1608, Gonçalo Pedrosa pede terras a partir de Toque Toque; terras estas muito próximas de onde se estabeleceram os padres carmelitas .

Seguem trechos  desses pedidos de sesmaria.

 

“Além dessa, que divisava com o lugar denominado Itaco-Toque ( Toque-Toque ) em São Sebastião, e que, como vimos, lhes havia sido concedida no ano de 1586, outras existem como as de Simão Machado, 1608 onde ainda se lê:

...lhe fizesse mercê dar-lhe um pedaço de terra que é nesta costa indo de aqui...........São Sebastião onde  chamam Ipianameima que começa a partir do Pirai que das ilhas de Boiguassucanga estava na terra firme e iria acabar na ponta do Toque.........

 

Outra de Gonçalo Pedrosa, ainda no ano de 1608:

.....na terra firme de .......te da ilha de São Sebastião que está nos mattos..............lograr e aproveitar o qual pedaço de terra começará da ponta do Toque-Toque onde acaba................que tem Diogo Rodrigues e Antônio Adorno que Deus tem.........(12)

 

Porém, não há notícia de uma grande ocupação nessas áreas, com exceção da praia do Guaecá, onde os padres do Convento do Carmo de Santos se estabeleceram formando um engenho de açúcar  com mais de 80 escravos, em sesmaria doada em 1608. Alguns resquícios dessa fazenda ainda existem, mas muito modificado, somente como marco do local. Aí os padres carmelitas enfrentaram uma revolta de escravos e disputas de terras com posseiros, os quais trataram com agressividade, como se pode ver a seguir.

 

“Tendo algumas pessoas requerido ao Juiz certa parte da fazenda, alegando que os religiosos a haviam dado a seus antepassados – desde a ponta do  buraco do bicho até a Cruz – contra isso imediatamente protestou o Prior, frei Antônio Inácio, dizendo: - ser falso porque esses miseráveis que maliciosamente requererão o buraco chamado do bicho nada tem nessa Fazenda e unicamente lhes foi concedido em outros tempos ahi viverem por esmola, enquanto quiséssemos. “(13)

 

Sobre o citado buraco do bicho corre uma lenda na região que tem origem no século XVI:

 

Existia na toca do bicho do Guaecá um terrível monstro marinho. Quando passavam ao largo as naus e caravelas saía o monstro serpente da toca e mergulhava no mar, onde atacava as embarcações e devorava os marinheiros. Estando o padre Anchieta a caminho de Ubatuba, a partir de Santos, onde iria tratar a paz com a confederação dos tamoios, resolveu desembarcar um pouco antes do Guaecá e seguir à pé. Chegando na toca por ela foi entrando e diante do bicho rezou e lhe aspergiu água benta, o monstro se contorceu todo e saiu da toca fazendo terríveis barulhos e se jogou ao mar, onde vomitou os marinheiros e nunca mais apareceu, ficando o lugar em paz novamente.

 

A documentação sobre a doação aos carmelitas foi transcrita pelo sexto tabelião , sucessor de notas da cidade e comarca de Santos, onde constam as informações de “uma doação extraída do livro do tombo, a fls. 5 v, e pertencente ao Convento de

Nossa Senhora do Carmo, da Vila, hoje cidade de Santos – translado da carta de data das terras da Ilha de São Sebastião pertencente ao convento de Nossa Senhora do Carmo da Vª de Santos – Gaspar Conqueiro  ouvidor com alsada nesta

Capitania de São Visente Santo Amaro locotenente e procurador bastante do senhor da Lopo de Souza, Capitão e Governador por el Rey Nosso Senhor das sobreditas capitanias etc. Aos que esta minha carta de data de terras de cesmaria virem Cõtº dela com direito pertencer, faso saber que o Reverendo Pedro Francisco Antonio dalfacia religioso da ordem de nosa Senhora do Carmo vigilante e superior do Convento que estava situado nesta Vila do Porto de Santos me fez petição que avia dezoito anos que os padres da dita ordem tinha fundado  mosteiro nesta Vila e residido nela servindo a Deos e a sua Magestade e moradores dela em tudo o que se avia administrando os santos sacramentos da Santa Madre Igreja com grande vontade e amor, e porque os ditos padres do dito convento se sostentão com as esmolas dos moradores por serem as terras em que os ditos moradores labram muito fracas as terras, digo, fracas e assim os ditos padres pasarão muita necessidades a qual os obriga a pedirem que em nome do dito Senhor Lopo de Souza como seu locotenente e procurados bastante lhes fisese merse i esmola em cocorelos com lhe dar hua legoa de terra em coadra tanto de comprido como em coadra, meã légua na terra firme de fronte da ilha de São Sebastião  partindo com a data dos filhos de João Baptista Malio e outra mea  legoa em a ilha de São Sebastião, partindo com a data dos sobre ditos e que sendo qualquer outra parte que por dar estivese porque para sustento dos ditos padres e da gente de serviso do dito convento lhe era necessario faser mantimentos e tirar madeiras para a igreja e  sacristia do dito convento e receberia esmola e merce segundo o que tudo mais largamente na dita petisão se continha havendo eu respeito ao que dito e , ei por bem e lhe faso merce para o dito convento da dita hua legoa de terra que pede asim e da maneira que na dita petisão alega se dada não for porque sendo correra avante e se entendera onde por dar estivese para que as gosem e laborem os ditos padres do dito convento com suas que são por virtude desta carta com todas suas entradas e saidas e lograndoas sem estrobo de pesca  algua libre e foras de todo o tributo e pensão somente se pagara dizimos a Deos nosso Senhor de todos os frutos que se nelas colherem esta merce faso em nome do dito governador Lopo de Sousa pelos largos poderes que para isso lenho os quais estão registrados nos libros das camaras destas vilas desta dita Capitanias como por elas consta e para certesa lhe mandei passar a presente carta por mim asinada e sellada por João Antonio Malio escrivão das datas nas sobreditas Capitanias aos vinte e oito dias do mes de Abril , ano do senhor de mil e seissentos e oito...(14)

Além desta primeira doação de sesmaria o Convento do Carmo de Santos recebeu outras doações aumentando sua área, sendo que em 1632 recebe doação do Conde de Monsanto de terras desde o Rio Pereque-mirim (Toque-Toque) até a Ponta das Canoas; em 1719 recebem de Diogo Pereira de Aguiar e sua mulher Dona Izabel Frias 500 braças na área do Buraco da Serpente ou Bicho em direção ao Barequeçaba.

Legítimos possuidores das terras, os carmelitas instalam na região a chamada Fazenda Guaecá , estabelecendo uma unidade produtiva, sem o objetivo primordial de unidade conventual ou litúrgica, ao contrário dos franciscanos que estabeleceram um convento e igreja de bom tamanho no outro extremo da Vila.

Destacou-se na região como propriedade agrícola, sendo que na virada do século XVIII para o XIX atingiu o seu auge econômico.

Antonio Paulino de Almeida, em seu livro Memória Histórica Sobre São Sebastião” coloca que “ano de 1835, segundo afirmava o Juiz Municipal João Martins d’Val, baseado nas informações do alferes  José Betancourt, media a referida propriedade três mil e quatrocentos braças de frente ou testada , sendo as suas terras muito boas ao centro e inferiores nos extremos tanto para o norte coma para o sul.

Nesse ano, além de numerosa escravatura, possuía ainda a Capela de Nossa Senhora da Luz, a grande casa da comunidade co várias salas e armazéns; casa e hum engenho bem construído, de fabricar agoardente, com dous alambiques, tres carros e todos os mais pertences, que foram então avaliados por dous contos de reis; huma propriedade de casa, com olaria de fazer telha, contendo dous fornos, por duzentos mil reis; huma propriedade de casa, com  fabrica de fazer farinha, contendo huma roda movida a agoa, tambem no valor de duzentos mil reis.

Além disso, existiam vários ranchos cobertos de telhas, muitas canoas grandes, gado, etc.

A Capela de Nossa Senhora possuía boas alfaias, objetos de ouro e prata e paramentos diversos, bem como várias imagens, entre as quais se destacavam  as da Santa Padroeira e outra do Senhor Crucificado.

Para que possamos melhor compreender o seu alto preço é bastante dizer que apesar do valor irrisório dado a cada um do móveis, imóveis e semoventes, atingiu dita avaliação a importância de 29:070$000, precisando notar-se que na mesma não está computado o valor das terras, mas tão somente dos prédios.

E para que pudesse alcançar esse total era a Capela de Nossa Senhora calculada em duzentos mil réis; treze cabeças de gado em duzentos e sessenta mil réis e assim por diante.

Como vimos em outro capítulo, a referida Fazenda possuía no ano de 1811 oitenta e quatros escravos e noventa na ocasião em que foi inventariada.

A 3 de dezembro de 1864 insurgiram-se os escravos da Fazenda que pertencia ao convento do Carmo, assassinando o administrador Teixeira Andorinha e produzindo ferimentos na pessoa do camarada Pedro Vitório de Oliveira.

Era o mesmo atentado dirigido também contra o Prior, Frei Manuel de São Vicente  Ferrer, que milagrosamente pôde escapar, internando-se na mata, onde depois foi encontrado pelo delegado de polícia, que, sem demora, havia partido para o lugar da sublevação . acompanhado da fôrça de que, na ocasião pôde dispor.

Aí chegando, conseguiu a autoridade refrear o movimento, fazendo prender todos os escravos revoltados e por a ferro os chefes principais.

Instaurou-se o compentente processo, sendo pronunciados quatro dêles.(15)

 

Possuidor de 84 escravos, o engenho no início do século XIX poderia ser considerado de grande importância, como relata o pintor Rugendas em seu “Viagem Pitoresca através do Brasil”, onde ele cita que “ as fazendas com trinta ou quarenta escravos e mais ou menos o mesmo número de cavalos e bois são consideradas importantes; mas as de primeira ordem têm pelos menos oitenta negros.” (16)

Fica claro assim, que os carmelitas se preocuparam mais com a produção e escoamento, dada a localização estratégica, a beira-mar, do seu engenho, e menos com sua posição na Vila, não deixando aí uma sólida construção de convento e igreja, como fez a Província Franciscana.

Pode-se dizer que a revolta da segunda metade do século XIX marca o período de decadência da propriedade, sendo pouco conhecida sua história no início do século XX, quando toda a região viveu um período de extrema pobreza. Em 1942, a Província Carmelita Fluminense – Convento do Carmo de Santos, vende a propriedade para os Senhores Cantidio de Moura Campos e Eldino da Fonseca Brancante, conforme escritura das notas do 2º Tabelião de São Sebastião livro 11, fls 920, de 27 de agosto de 1942.

 

Fato é que essas sesmarias não se desenvolveram, sendo a região pouco ocupada até a segunda metade do século XX, quando foi aberta a estrada Rio-Santos.

No século XVII se erigiu a Capela de Nossa Senhora da Conceição em Boiçucanga, onde surgiu o maior núcleo da costa sul, um povoado entorno da capela e fazendas de café e aguardente no século XIX

As fazendas e engenhos que existiram na costa sul foram poucas e esparsas não deixando resquícios de sua existência.

 

7.7 – Ocupação caiçara

 

Com a decadência dos engenhos de cana-de-açúcar e, mais tarde, das fazendas de café, a população da região diminuiu em grande número no final do século XIX e início do século XX. Grande parte da população migrou para o planalto, abandonando suas terras e benfeitorias, engenhos de aguardente, na sua maioria.

Domina a partir de então o sistema de posses em toda a região, com exceção da área urbana central. Nas praias da costa norte e costa sul é comum encontrar o seguinte: as famílias vão ocupando as terras de forma não planejada, os filhos constróem suas casas nas terras dos pais e fazem suas roças de meia nos sertões. Daí surgem as vilas caiçaras, caracterizadas por conjuntos de casas sem muros, construídas de pau-a-pique ou tijolos.

Essa população se voltou para a pesca artesanal e a roça de mantimentos, principalmente a mandioca, uma tradição que sempre existiu na região; é sabido que os padres franciscanos e carmelitas, entre outros senhores de escravos, possuíam escravos com as funções de pescador e marinheiro, além de manter redes de pesca e outros equipamentos.

Cada praia possuía sua pequena comunidade, que logo tratava de construir uma capelinha pequena, mas nos moldes da capela colonial jesuítica, fazendo com que, além do santo padroeiro São Sebastião, cada bairro tenha seu próprio santo e festas populares dedicadas a ele.

Esse modo de vida perdurou durante boa parte do século XX, caracterizando a cultura do município

Com suas comidas típicas como o azul-marinho, prato de peixe ensopado com pirão de banana verde, o peixe seco com batata doce, e suas danças como o Caranguejo, a Folia de Reis, a Congada,etc

 

7.8 – Situação Atual

 

A segunda metade do século XIX significou, para as cidades do litoral norte de São Paulo, um período de estagnação econômica. Tal fato se deve à instalação das vias férreas que ligavam São Paulo a Santos, ao interior do estado e ao Rio de Janeiro, desviando o transporte de mercadorias para longe das cidades desta região.

O deslocamento de eixo econômico da Província de São Paulo do litoral para o interior, ocasionou o decrescimento populacional do primeiro. As populações que, tradicionalmente sempre estiveram ligadas às atividades de exploração agrícola no litoral, se viram sem condições de dar continuidade às tais atividades. Assim, donos de fazendas e engenhos deixaram o litoral e rumaram para o interior; famílias inteiras, especialmente aquelas bem posicionadas socialmente, foram se estabelecer na capital. Este decrescimento populacional se acentuou após o fim oficial da escravidão.

A exploração econômica da região adaptou-se a situação; as populações voltaram-se para as atividades mais diversificadas e que garantissem sua sobrevivência imediata, como a pesca artesanal aliada a pequena lavoura de mantimentos, com destaque para a produção da banana.

A par dos núcleos caiçaras voltados para a pesca e agricultura de subsistência, no centro de São Sebastião encontramos também um segmento da população mobilizado em torno de atividades tipicamente urbanas: profissionais ligados a prestação de serviços, como agenciadores das Companhias de Navegação, pedreiros, marceneiros, serviços públicos, comerciantes, professores, etc.

Até 1930 pouco se contava com o acesso por terra, somente com a abertura da Rodovia dos Tamoios, ligando Caraguatatuba ao Vale do Paraíba, a situação começa a se modificar; antigas trilhas são melhoradas facilitando o acesso ao futuro porto.

Reivindicação constante aos políticos da região, a construção do porto era vista pelos habitantes de São Sebastião como solução para falta de recursos. Contando com 6677 habitantes em 1929 e 7340 em 1938, o município viu seu porto construído a partir de 1935. Porém, em pouca coisa a vida do local mudou, visto que a proximidade com o porto de Santos impedia um crescimento maior deste porto.

Assim, quando a Petrobrás instalou-se no município encontrou uma situação muito semelhante à da década de 30. Marcados por este período de decadência, a chegada da empresa, em tempos de ditadura militar, foi vista como uma possibilidade salvadora de crescimento e fonte de empregos.

Com a instalação da Petrobrás, a  partir dos anos 60 do século XX, a relação com a terra muda, principalmente na região central. Toda a área antes ocupada com roças e chácaras é desapropriada pela empresa para construção do pátio de tanques de armazenamento de petróleo de apoio ao píer atracadouro de navios, que trazem o Petróleo do Oriente Médio para o Brasil. Para acomodar o crescimento da população, surgem loteamentos populares, construções de casas padrão pelo governo federal, tipo BNH. Além da ocupação de áreas que não eram consideradas centrais, hoje já o são, surge o bairro de migrantes, a Topolândia, local pouco ocupado por tradicionais famílias caiçaras, que aí criavam gado e possuíam seus ranchos de pesca. Afastado do centro cerca de 3 km em direção sul, é lá que vai se concentrar a população de renda mais baixa, que, não sendo de funcionários da Petrobrás, vieram trabalhar na construção de suas instalações e na construção civil, que sofre um período de expansão.

A partir das décadas de 70 e 80, com a melhoria da rodovia que liga São Sebastião a Santos, surge a exploração turística, principalmente na costa sul do município. Há uma nova mudança quanto ao uso da terra, as populações costeiras vendem suas posses e passam a habitar o sertão. A  faixa de marinha  e adjacente são ocupadas então por casas de veraneio, e mais tarde, por condomínios fechados. Não há mais a relação com a terra através das roças, a população caiçara passa a trabalhar nos serviços ligados ao turismo e uma parcela bem diminuta ainda vive da pesca.

No início da década de 1990 pode-se notar uma nova vertente, com a arrecadação e repasse de novos impostos pagos pela Petrobrás, surge um grande aumento populacional; populações de regiões empobrecidas do Brasil, que vem em busca de melhoria de vida, trabalham geralmente na construção civil, aumentando a ocupação na área dos sertões e mesmo áreas da serra do mar.

Sem coordenação e dominado pela sazonalidade, o turismo de verão, vem agravar os problemas de infra-estrutura urbana do município, que não possui redes de água e esgoto adequadas. Um futuro sem planejamento para toda a região poderá trazer o aumento de bolsões de pobreza, formados por populações parcialmente ocupadas nas temporadas de verão.

Como todas as áreas de litoral com ecossistema frágil, São Sebastião terá grandes dificuldades em conter a ocupação desordenada de seu território, correndo o risco de ver seus recursos naturais desgastados.

 

Antes da colonização portuguesa, a região era ocupada por índios Tupinambás ao norte e Tupiniquins ao sul, sendo a Serra de Boiçucanga - 30 km ao sul de São Sebastião - uma divisa natural das terras das tribos.

O município recebeu este nome em homenagem ao santo do dia em que passou ao largo da Ilha de São Sebastião hoje Ilhabela - a expedição de Américo Vespúcio: 20 de janeiro de 1502.

A ocupação portuguesa ocorre com o início da História do Brasil, após a divisão do território em Capitanias Hereditárias. Diogo de Unhate, Diogo Dias, João de Abreu, Gonçalo Pedroso a Francisco de Escobar Ortiz foram os sesmeiros que iniciaram a povoação, desenvolvendo o local com agricultura a pesca. Nesta época a região contava com dezenas de engenhos de

cana de açúcar, responsáveis por um maior desenvolvimento econômico e a caracterização como núcleo habitacional a político. Isto possibilitou a emancipação político-administrativa de São Sebastião em 16 de março de 1636.

O desenvolvimento econômico prossegue baseado em culturas como a cana de açúcar. O café, o fumo e a pesca da baleia. O porto local, de grande calado natural, era utilizado para o transporte de mercadorias a também pelos navios que faziam o transporte do ouro das Minas Gerais, a também por piratas a contrabandistas. Na metade do século XIX a região tinha fazendas, onde 2.185 escravos produziram 86 mil arrobas de café no ano de 1854. 

A economia sebastianense entra em declínio com a abolição da escravatura e a abertura da ferrovia Santos-São Paulo, o que aumentou a saída de mercadorias pelo porto de Santos. É quando passam a predominar a pesca artesanal e a agricultura de subsistência, com pequenas roças de mandioca, feijão a milho, características das comunidades caiçaras isoladas mesmo nos dias de hoje.

Nos anos 40, implanta-se a infra-estrutura portuária e nos anos 60 a Petrobras instala o Terminal Marítimo Almirante Barroso/TEBAR, com capacidade de atracação para navios de até 400.000 toneladas. Esses fatores tornaram-se decisivos para a retomada do desenvolvimento econômico.

A "descoberta" de São Sebastião como destino turístico ocorre após a abertura da rodovia Rio-Santos no final dos anos 70, proporcionando ao município mais uma oportunidade de desenvolvimento, agora baseada no turismo. De maneira controlada e ecológica, o turismo hoje é a vocação assumida pelos sebastianenses como forma de movimentar sua economia.

 

A Igreja Matriz é um marco na história do povo caiçara, sendo um importante símbolo de religiosidade e desenvolvimento do município de São Sebastião. Em 1603 e 1609, com a doação das terras localizadas em frente a ilha de São Sebastião (Ilhabela) aos sesmeiros, foi cedido um terreno ao Santo Padroeiro local para ser erguida uma capela. Ainda no século XVII, a igreja foi construída com pedra, cal de conchas e óleo de baleia, em estilo jesuítico com composições renascentistas, moderadas e regulares, imbuídas do espírito severo da Contra- Reforma. O frontão reto, triangular, mostra a transição entre o Renascimento e o Barroco, e a capela- mor - mais estreita - é o modelo mais comum no Brasil colonial.
A cidade foi sendo formada ao redor do prédio, onde ruas e casas permanecem até hoje originando um importante centro histórico, com 7 quarteirões tombados, a partir de 1970, pelo Condephaat - Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arquitetônico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo.

Com o desenvolvimento do povoado e o reconhecimento da capela, o município de São Sebastião foi elevado à categoria de vila e, em 1798, após a implantação da Casa de Câmara e Cadeia - atualmente sede do 2º Batalhão da Polícia Militar -, os moradores começaram a discutir a necessidade da reforma da igreja.

A primeira grande reforma ocorreu em 1819, custeada com recursos locais. Novas intervenções ocorreram no século passado, nas décadas de 20 e 40, quando foi substituído o altar- mor e a madeira por alvenaria.

A matriz ganhou vitrais em 1950 e três anos depois os altares laterais foram trocados por altares de marmorite e gesso. As modificações continuaram em 1992 quando foram demolidos os altares de cedro.

O trabalho de restauração da igreja matriz resgatou a história da construção do prédio, assim como a existência de ossadas de pessoas enterradas no século XVIII debaixo do piso da igreja. Segundo o arqueólogo Wagner Gomes Bornal , que acompanhou a obra, era comum as pessoas serem enterradas na igreja, já que naquela época não havia cemitérios. Com as escavações também foram encontrados sinais do piso construído no século XIX e marcas na parede identificando antigas janelas.

E foi justamente durante a reabertura de três janelas na capela mor, que haviam sido fechadas em reforma anterior, provavelmente realizada na década de 20, que o ajudante de pedreiro, da empresa Fazer, Damião Gadelha, encontrou valiosas imagens sacras do século 17.

As peças são de terracota, pintadas, e representam o primeiro período da igreja.Das seis imagens encontradas, quatro estão em bom estado de conservação e são passíveis de restauro – uma delas, a de Santa Luzia, está datada – 1652. As outras imagens são: uma Nossa Senhora com menino, com cerca de 1500 m de altura; um Santo Antônio e um santo "Bispo", ainda desconhecido.

Também foram encontrados fragmentos de um Cristo crucificado e de uma imagem de São Sebastião. A descoberta desse tesouro aumenta ainda mais o mistério sobre o que teria levado alguém a emparedar imagens de imenso valor histórico na igreja matriz.

 

Mapa Ilustrativo do Centro de São Sebastião.

 Mapa Ilustrativo - Região Central

1.       Centro de Info. Turísticas/SECTUR
Av. Altino Arantes, s/n

2.       Igreja Matriz

3.       Correio

4.       Teatro Municipal
Av. Altino Arantes, s/n, Centro

5.       Casa de Câmara e Cadeia

6.       Câmara Municipal

7.       Prefeitura de São Sebastião
R. Sebastião Silvestre Neves, 214, Centro

8.       Terminal Rodoviário
Pça. Ver. Venino Fernandes Moreira

9.       Balsa São Sebastião/Ilhabela

10.    Cais do Porto

Brasão Municipal

Lei n° 19, de 18 de Agosto de 1969.

O escudo clássico flamengo-ibérico, também chamado “escudo português”, foi adotado para representar o brasão de São Sebastião, como evocativo de nossa origem lusitana.A coroa mural de prata é o símbolo de autonomia municipalista, com oito torres, mas apenas cinco são visíveis, classificando a cidade como a segunda grandeza, ou seja, sede de comarca .A cor bláu azul, em heráldica simboliza a justiça, a nobreza, a perseverança e a lealdade, predicados do povo sebastianense, tantas vezes testemunhada na evolução histórica da cidade. A cena representada no campo do escudo, com a bombarda a disparar surriadas de artilharia sobre um navio corsário, é um evocativo histórico da participação de São Sebastião na defesa do nosso território contra as arremetidas dos corsários holandeses e franceses nos séculos XVII e XVIII. Os escudetos em chefe têm o seguinte significado: o primeiro da direita para a esquerda do escudo, traz o sol do ouro das armas dos Ortiz e o xadrezado dos Cotrim, referindo-se aos fundadores de São Sebastião, Francisco de Escobar Ortiz e sua mulher D. Ignes de Oliveira Cotrim. O segundo escudeto, a unha de leão dos Unhates e a aza dos Abreu, recordam as pessoas de Diogo de Unhate, o sesmeiro povoador eminente de São Sebastião

e a João de Abreu, também sesmeiro e povoador primitivo. O terceiro escudeto central, maior que os demais, traz as três flechas ensangüentadas, atributivas de São Sebastião, orago da cidade. No quarto escudeto a flor-de-lis e a Cruz Vermelha dos Bocarros referem-se aos bandeirantes João Leite da Silva Ortiz e Estevam Raposo Bocarro. No quinto e último escudeto, o globo dos Fialho e as arruelas dos Dórias evocam as personalidades do Padre João de Faria Fialho, nome de maior relevo na história das descobertas auríferas de Minas Gerais e o Padre Manuel de Faria Dória, civilizador da região sebastianense. Os dois tenentes evocam o povoamento quinhentista, simbolizado no homem de armas português e co-participação dos sebastianenses no grande movimento das Bandeiras, representados pelo grande sertanista. Os suportes, hastes de cana, aludem a indústria açucareira, primeira da região. A divisa ainda reforça a lembrança do papel representado por São Sebastião na defesa do litoral paulista, na época Colonial e até a Imperial, quando da Guerra Cisplatina.

Glossário:

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Blau:
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Flanco Dextro:
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Sable:
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Surriada:
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Goles:
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Sinople:
------------------------
Paquife:
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a cor azul nos brasões
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lado direito
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a cor negra nos brasões
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descarga de canhões
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antiga espada
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cor verde nos brasões
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folhagem nos brasões



Com a promulgação da emenda 001/2005 à Lei Orgânica, o município de São Sebastião oficializou em junho de 2005 a obra “O Peixe”, da artista plástica Leslie do Amaral, como símbolo turístico do município. O projeto de autoria do Executivo ratifica a popularidade de uma obra de arte adotada pela comunidade desde 1998. A intenção da Prefeitura é que o símbolo se torne uma marca visual da cidade. “Não queremos uma logomarca que seja usada apenas durante a administração. A proposta é que a imagem do peixe se torne uma identificação visual do município que perdure independente da mudança de administração”, afirma o secretário de cultura e turismo, Julio César Elias Buzi. A idéia é utilizar o logotipo do “peixinho estilizado” para realização de eventos e divulgação turística da cidade. Já o brasão do município será usado em documentos oficiais e decretos.

Tudo começou quando Leslie ofereceu um almoço para mais de quarenta pessoas e um dos convidados, o representante da regata Whitbread no País, Klaus Peters, encantou-se com os quadros expostos na casa e perguntou se ela não poderia fazer o símbolo da competição, que deveria ser uma obra de arte. O peixe não só virou símbolo oficial da competição, como também de São Sebastião, cidade onde se realizou a regata. Depois, o quadro, batizado de “Peixe Whitbread”, passou a estampar camisetas, bonés, cartões etc. A obra foi doada pela artista para a Prefeitura da cidade, que a levou a leilão. Quem comprou a obra, que mede 1mx1m, foi o seu marido, o publicitário Wellington Amaral, por uma quantia de 11 mil dólares. Os fundos arrecadados foram revertidos em obras beneficentes na região. Segundo Leslie, seus quadros traduzem toda a força, movimento e cores dos oceanos e seus habitantes.

Em 1999, o então prefeito de São Sebastião, João Siqueira, baixou um decreto de nº 2246/99, que instituía o “peixe estilizado” como símbolo turístico do município.

A artista plástica disse que estava descontente pois a imagem não estava mais sendo valorizada pelo município e que nos últimos anos ela chegou a ser plagiada em outras cidades. “Eu acho legal a iniciativa de reutilizar a obra, apóio! Espero que essa administração possa tomar alguma providência em relação ao quadro, pois está sendo plagiado em vários lugares, como Bahia, entre outros”, desabafou.


Histórico da Artista

Leslie Amaral nasceu em São Paulo, capital, e sua infância, conduzida por sua avó que era pintora amadora, aprendeu a apreciar as artes em geral e em especial a pintura. Na adolescência começou a pintar, mas não se sentiu suficientemente segura para iniciar uma carreira. Abandonou os pincéis e as telas e veio reencontrá-las somente muito mais tarde, aos 34 anos de idade. Foi nessa época que resolveu aprender técnicas de pintura com um dos mais renomados artistas plásticos de São Paulo. Seu trabalho cresceu, mas ainda assim percebia que faltava-lhe algo, pois não conseguia transferir para a tela suas emoções enquanto pintava.

Sentia-se engessada, obrigada a seguir a mesma trilha da maioria. Foi então que resolveu abandonar todos os dogmas das escolas de arte e seguir um rumo distinto, desenvolvendo a sua própria técnica, criando a sua própria tendência. Livre para criar, usando e abusando das cores fortes e vivas, conseguiu finalmente traduzir nas telas toda a sua paixão por aquele que, por toda a vida, tem sido seu verdadeiro quintal: o mar
.

 

Hino do Município de São Sebastião

Composição: José Geraldo Lemos da Silva

DESDE OS TEMPOS DAS CAPITANIAS
PRIMÓRDIOS DESTA IMENSA NAÇÃO
SOB A HISTÓRIA, QUE É TÃO LONGÍNQUA
DESBRAVARAM E POVOARAM ESTE CHÃO
AZULADO POR UM LAGO NATURAL
E PELA VERDE SELVA EM COMUNHÃO
COM AREIAS MORNAS DE UM JARDIM TROPICAL
TUDO ISSO É NOSSO SÃO SEBASTIÃO

Refrão
POR DEUS, SOMOS PRIVILEGIADOS
SEMPRE VISITADOS POR QUEM SEMPRE
QUER VOLTAR
SÃO SEBASTIÃO, ÉDEN DE FELICIDADE!
ATÉ COM A POSTERIDADE QUE O PRESENTE
QUER LEGAR

SEM MENOSPREZO AOS HERÓIS DO PASSADO,
UM POVO ENTUSIASMADO QUE FEZ DESTE LUGAR
PARAGEM OBRIGATÓRIA DE BARQUEIROS E TROPEIROS,
MERCADORES, MENSAGEIROS,
DA TERRA E DO MAR
SEM MENCIONAR TANTOS FEITOS DE OUTRORA
E OS DE AGORA NÃO SE PODE NEGAR
É QUE POR AQUI O OURO METAL PASSOU,
O OURO VERDE PAROU, PARA O OURO
NEGRO CHEGAR

Refrão
POR DEUS, SOMOS PRIVILEGIADOS
SEMPRE VISITADOS POR QUEM SEMPRE
QUER VOLTAR
SÃO SEBASTIÃO, ÉDEN DE FELICIDADE!
ATÉ COM A POSTERIDADE QUE O PRESENTE
QUER LEGAR

Patrimonio Histórico

O município de São Sebastião tem sete quarteirões e vários outros edificios tombados isoladamente pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico a Turístico do Estado) desde 1969. Entre as construções mais significativas do centro estão a Igreja Matriz, a Casa de Câmara a Cadeia e a Casa Esperança.

A Matriz foi originalmente implantada no século XVII, mas a construção atual data do século XIX. O prédio em taipa, mantém características da influência jesuítica.

A Casa de Câmara a Cadeia tem as características da arquitetura do século XVII, similar a outras existentes em Minas Gerais. Ali funcionou o pelourinho, que existia até algumas décadas atrás.

A Casa Esperança é a construção histórica mais nobre do município, feita em pedra e cal, com argamassa de conchas, areia e óleo de baleia e é tombada também em nível nacional, pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). As pedras que ornam as esquadrias - vindas prontas de Portugal - e as pinturas no teto demonstram uma riqueza que não era comum nas construções da época em São Sebastião, que nunca foi um município rico como Paraty, por exemplo. É exemplarmente mantida por particulares.

Também na rua da Praia, ao lado da Casa Esperança, está a sede da Secretaria de Turismo, Esportes e Cultura, construção do início do século XX e que abrigou o primeiro grupo escolar da cidade. O sobrado do antigo Hotel Praia também pode ser visto dois quarteirões adiante, mas hoje encontra-se com manutenção precária por parte de seus proprietários.

Ainda no centro, na rua Sebastião Silvestre Neves, está a capela de São Gonçalo. Recém recuperada, e que sedia o Museu de Arte Sacra. A Casa Dória, construída em 1906 próximo à praça Antônio Argino é um exemplo de transição entre a arquitetura colonial e a modernidade e abrigou uma das famílias mais tradicionais da cidade, os Dória. A Sede da Divisão de Patrimônio Histórico-Cultural da Secec está no sobrado da Praça da Matriz, uma construção do século XIX.
   
Fora do Centro estão dois importantes exemplos do nosso patrimônio: o Convento de Nossa Senhora do Amparo e a Fazenda Santana. O convento, no bairro São Francisco, é o prédio mais antigo do município, datando do século XVII. A Fazenda Santana, no Pontal da Cruz, teve sua primeira sede construída no século XVIII; a de hoje é uma reconstrução. Seu aqueduto, herança dos tempos em que a Fazenda foi engenho de cana, também merece ser visto.
   
Datadas em sua maioria do início do século, as capelas caiçaras nas praias também merecem ser visitadas como representantes do patrimônio cultural sebastianense. Elas estão protegidas por lei e algumas, como as de Barra do Sahy, Maresias, Toque Toque Grande e Pequeno ainda guardam muito da singeleza de suas construções originais.

Prédios Históricos

Os franciscanos instalaram-se, em 1650, no atual bairro de São Francisco, onde fundaram o Convento de Nossa Senhora do Amparo; trata-se de uma construção com fachada típica das Igrejas Franciscanas deste período.
O interior da construção também apresenta características comuns às Igrejas mais simples da época colonial.

Nave única, capela-mor separada da nave por arco-cruzeiro. A construção demonstra solidez das construção em pedra, com ornamentação, vergas, obreiras e cunhais em pedra.

Como características temos:

Galilé
- arcos formando a galeria de entrada; pouca ornamentação da fachada, frontão triangular, mas suavizado com formas curvas, pode ser considerado um "Barroco Pobre".
Cruzeiro
- defronte a fachada da Igreja, comum na implantação franciscana. Os franciscanos eram conhecidos pela riqueza de suas Igrejas, principalmente por seus entalhes de madeira em ouro.


Igreja Matriz de São Sebastião


    Prédio em pedra entaipada construído em fins do século XVII, foi reconstruído por volta de 1819. No final do século XVIII a Matriz já se encontrava em mau estado de conservação: em vistoria de mestres - pedreiros constatou-se que na construção em taipa e alicerce em pedra foi usado barro e areia, mas muito pouco ou nenhuma porção de cal. A partir de 1819 a Igreja possui o mesmo aspecto de hoje, salvo algumas reformas laterais e internas. Pode-se considerar que sua fachada e planta baixa possuem inspiração jesuítica (em seu frontão triangular, apenas uma porta principal, nave separada da capela-mor por arco cruzeiro comuns nas Igrejas mais simples dos setecentos).

Casa da Câmara

   Símbolo da autoridade instituída, a Casa de Câmara e Cadeia de São Sebastião acompanha carcaterísticas da arquitetura civil do século XVIII: fachada simétrica, onde a porta central é flanqueada por dois tramos de janelas iguais de cada lado.Guarda ainda aspectos comuns a esse tipo de prédio público da época como a escada do lado externo. Casas de Câmara com telhados de quatro águas e arcaria no pavimento térreo são comuns em Portugal do século XVI ao XIX.
   A Casa de Câmara e Cadeia de Mariana (MG), por exemplo, possui as mesmas características de São Sebastião. Uma comparação mostra a simplicidade plástica da última, que possui cunhais, cornijas em estuque e quase nenhuma ornamentação.
   Por suas características arquitetônicas e construtivas, a Casa de Câmara e Cadeia de São Sebastião pode ser da segunda metade do século XVIII.
   Além disso, toda Vila com poder instituído deveria possuir sua Casa de Câmara e Cadeia. Ao lado desse edifício ficava o pelourinho, um dos símbolos do poder colonial.

Casa Esperança

    
Testemunho da prosperidade de São Sebastião na segunda metade do século XVIII, a Casa Esperança possui a maioria dos aspectos característicos da arquitetura civil e urbana do século XVIII. Sua construção é em pedra e cal, técnica que usa argamassa de cal e areia.Apresenta distribuição comum à época: andar térreo - saguão de entrada e escada, loja com depósito, peças para trabalhos domésticos ou guardados; sobrado grande, sala de frente em comunicação direta com a varanda da fachada, corredor central com fileiras de alcovas, salão de jantar e de estar com escada externa para o quintal e cozinha nos fundos. A fachada também é típica do século XVIII, possui disposição simétrica e ornamentação em pedra. O teto das salas principais é chamado "teto de gamela ou de armação", possui pinturas originais nas três salas nobres da frente, com paisagens cariocas do século XIX. As peças em pedra são símbolo de riqueza; algumas vinham de Portugal.

Fazenda Santana

   É um exemplo de engenho de açúcar. Construída em 1743, possui um sobrado de pedra entaipada, que abriga a residência, a Capela ornamentada com pinturas trabalhadas em ouro. A propriedade compreende também um aqueduto de pedra, senzalas, um canavial, zonas da mata para lenha, pastos onde todo trabalho era feito por mão-de-obra escrava. É uma propriedade particular, mas com permissão dos donos pode-se visitar a casa grande, e demais dependências da fazenda, inclusive a antiga "Casa da Farinha" com o tombo d’água, roda de fábrica e pilões. Dia 26 de julho é realizada a "Festa de Santana", padroeira da Fazenda.

Capela de São Gonçalo - Museu de Arte Sacra


    Em 1969, o CONDEPHAAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Arqueológicoe e Turístico do Estado de São Paulo) tombou a Capela de São Gonçalo. Seu precário estado de conservação, fez com que, em 1980, fosse instalado o Museu de Arte Sacra de São Sebastião.Cerca de dez anos depois, a falta de manutenção adequada fez com que a Capela e os equipamentos do museu necessitassem de obras novamente. Com a criação de uma estrutura municipal, em 1992, foi possível iniciar um trabalho de restruturação do Museu. Em 1996, com o apoio de técnicos do IPHAN (Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), o trabalho foi concluído.
   As obras realizadas em 1996 procuraram devolver a integridade do monumento, sanando problemas de fissuras, cobertura, ataque de insetos xilófagos. Alguns elementos, como o altar-mor, o piso e telhamento devem ser objeto de futuras restaurações. A doação de novas peças, a recuperação da Porta do Passo e a colaboração da Igreja Matriz tornaram possível a revitalização do acervo. Sendo assim, foi devolvido à comunidade um novo, mais atraente e significativo Museu de Arte Sacra.


Casa de Leis

    A Casa de Câmara e Cadeia de São Sebastião remonta ao Séc. XVIII, edifício assobradado, em pedra e cal, de arquitetura típica de prédios públicos portugueses. No pavimento superior instalava-se a Câmara, já na parte térrea a Cadeia, onde ficava a Alcaidaria - Justiça. Até então o Conselho se reunia no Salão Paroquial ou em casa de algum político. O atual prédio da Câmara foi construído para ser residência e possui características típicas do séc. XVIII, construído em pedra e cal, foi alterado na déc. 50 com a troca de vitrôs e na déc. de 80 foi totalmente descaracterizado.
   Até 1920 a Câmara Municipal funcionava na antiga Casa de Câmara e Cadeia, hoje 20º Batalhão da Polícia Militar, a partir de 1921 com a aquisição deste prédio atual conforme Certidão do Registro de Imóveis, a Câmara ocupou até sua dissolução na déc. de 30, quando a Prefeitura passou a ocupá-lo. A partir de 1945 a Prefeitura e Câmara dividiram o espaço até a déc. 60 com a mudança do poder executivo e para a R. Sebastião Silvestre Neves.

Reservas Indígenas

A Reserva possui uma área de 948 hectares, que ainda não foi demarcada oficialmente. O processo de demarcação de terra está sendo desenvolvido já, em outros Estados. No local a FUNAI - ( Fundação Nacional do Índio ), desenvolve suas atividades há 13 anos, com uma administração efetiva.

Localização :
A Reserva Indígena Guarani do Rio Silveira está localizada na Mata Atlântica e faz divisa com os municípios de Bertioga e São Sebastião. Situada na Região Sul do município no bairro de Boracéia, distancia 60 KM aproximadamente do Centro Histórico de São Sebastião.

População :
A comunidade indígena hoje possui 260 (duzentos e sessenta), na faixa etária dos seguintes segmentos: crianças, adolescentes, adultos e idosos, sendo predominante as crianças, de 0 à 15 anos. Este número de pessoas, formam 50 ( cinqüenta) famílias, que estão divididos em 5 pequenos grupos nos 948 hectares de terra, pois desta forma podem garantir, a área que estão povoando. Cada grupo possui em média de 09 ( nove ) a 11 ( onze ) famílias. Cada grupo tem seu líder, que tem em conjunto com o Cacique formam a

liderança geral da comunidade. Nada é resolvido sem que seja passado para cada grupo.

Cultura :
Mesmo com a invasão do branco nas comunidades indígenas, seja para apoiar ou por curiosos, a cultura indígena dos Guaranis vem se mantendo, pois sua característica de vida reflete em sua cultura. Quando acabar a cultura dos índios, é sinal que os índios já se extinguiram a muito mais tempo.
   Na Reserva do Rio Silveira, a cultura vem se mantendo e a cada evento realizado se reforçando, pois as tradições indígenas vem sendo passado pelas gerações. Esta comunidade inicia o Projeto do Centro Cultural Indígena, local onde serão realizadas palestras sobre a cultura indígena; apresentação de dança e música, exposições de artesanatos e fotografia, e comercialização dos produtos, agrícolas e plantas ornamentais. Este projeto já está em andamento, local em fase de terraplanagem.
   Em 1998 e 1999, os índios gravaram o CD : " Memória Viva Guarani" . Em comemoração aos 500 anos do Brasil em conjunto com outras 03 aldeias de São Paulo. Apoio da Comunidade Solidária/SP; Caixa Econômica Federal e Secretaria de Estado da Cultura.

Datas Comemorativas
     As comemorações realizadas pelos índios, registram sua cultura e a importância deles em nossas vidas e na história do Brasil
* 19 de Abril – " Dia do Índio" – comemoração e manifestação;
* 09 de Janeiro – Batizado, realizado uma vez ao ano. Após batizado as crianças recebem o nome em Guarani.

Moradia : os índios tem como moradia pequenas casas construídas em pau-a-pique coberta com palha e ou casas construídas com madeira da própria Aldeia, coberta com telha estilo " Eternit" . Não possuem sanitários em suas moradias, utilizam o meio ambiente.Atualmente a comunidade conta 02 áreas, onde foram construídos banheiros e tanques, em alvenaria localizadas 02 ( dois ) agrupamentos diferentes, o que facilita quando recebem visitas de escolas e outros.     
   Preocupados com esta dificuldade da comunidade, em alvenaria localizadas em 02 ( dois ) agrupamentos diferentes, o que facilita quando recebem visitas de escolas e outros.
   Preocupados com esta dificuldade da comunidade, FUNAI, Prefeitura de São Sebastião e C.D.H.U celebraram convênio do Estado com a Prefeitura beneficiando a Comunidade Indígena do rio Silveira, com o Programa de Moradia Indígena, sendo este pioneiro no Estado de São Paulo. Serão construídos 50 (cinqüenta ) moradias, sendo 01 ( uma ) por família.
   O programa ainda inclui o saneamento básico. Preocupados com a questão cultural, foi desenvolvido projeto específico, para não descaracterizar da cultura Indígena.

Desenvolvimento Econômico : Os índios vivem economicamente do cultivo e comércio da produção artesanal de produtos agrícola, plantas ornamentais e o artesanato indígena. São considerados artesãos e trabalhadores rurais.Os produtos comercializados são responsáveis pelo desenvolvimento econômico da comunidade e a renda obtida com o comércio dos produtos, são investidos na complementação da renda das famílias envolvidas na produção.
Saúde :
A saúde da comunidade, é de responsabilidade do município de São Sebastião. Na Reserva possui um ambulatório médico, com atendimento semanal, com especialista em Clínica Geral e Pediatria, além de todo atendimento realizado pela Rede Pública de Saúde; Conta ainda com ambulatório Odontológico, com atendimento diário, através da FUNASA, ( Fundação Nacional de Saúde ) que contratou um dentista e uma enfermeira para prestação de serviço na comunidade, o que reforça a qualidade dos serviços prestados na área da saúde.
Educação :
Em abril de 1996, foi inaugurada uma escola provisória na comunidade, isto após vários anos de reivindicações, o município de Bertioga, realizou um desejo da comunidade que até então os alunos freqüentavam escolas da Rede Pública.
   Em dezembro de 2000, foi inaugurada a escola permanente, sendo de total responsabilidade do município de Bertioga, do material escolar, merenda e os professores. No período de aula, os professores contam com auxílio de um índio adulto em cada sala, que contribui na tradução do Guarani para o português e vice-versa facilitando o ensino. Temos aproximadamente 75 alunos matriculados, entre pré - escola até 4ª série do Ensino Fundamental.
Social :
Na área social a comunidade é atendida pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Social, do município de São Sebastião há 13 anos, onde são realizadas visitas periódicas, pelo serviço social, na tentativa de atenuar as dificuldades enfrentadas pela comunidade no dia-a-dia.
Agricultura :
Na área da agricultura a comunidade tem apoio de um Engenheiro Agrônomo do Estado, pela CATI ( Coordenadoria de Assistência Técnico e Integral que presta serviços à comunidade - orientação e manutenção do plantio e produção agrícola.

" Segundo a FUNAI, a Reserva Indígena do Rio Silveira é exemplo para comunidades Indígenas, exemplo de que a parceria pode dar certo e que, com a ajuda das prefeituras dos municípios, a população recebe assistência para subsistência mantendo o que é mais importante : sua identidade cultural".

Praia do Centro

Possui duas faixas de areias rochosas, separadas pelo quebra-mar. De pequena extensão, de mar calmo e cheia de pedras, ela possui uma belíssima vista da orla da região central. Também é o ponto de partida de canoeiros que levam turistas aos mais belos pontos da costa. O quebra-mar é o ponto de encontro de diversos jovens durante todo o dia, além de possuir uma belíssima vista para Ilhabela.

Boa para a prática de: Caiaque, natação, frescobol, passeios náuticos, entre outros.

Distâncias: São Paulo a 203 km. Acesso: Rod Prestes Maia (SP-055/BR-101 Rio-Santos) Km 128.

Praia da Enseada

De areias escuras e planas ela tem até 100 metros de águas rasas mar adentro. Por ser a primeira praia da Costa Norte, ela faz a divisa do município de São Sebastião com Caraguatatuba e compreende os bairros da Enseada e Canto do Mar. Por ser rasa em sua extensão e de pouca profundidade, de dia a praia é freqüentada por caiçaras que pescam e praticam a captura crustáceos. Também por este motivo ela pouco indicada para o banho de sol e de mar. Seu encanto está na noite, quando a praia apresenta uma belíssima vista das duas cidades, especialmente quando a lua toma conta do cenário, refletindo-se no mar, fascinando a todos que passam pela rodovia.

Boa para: A prática de caminhada, caiaque, kitesurf, frescobol, entre outros.

Infra-estrutura: Por estar localizada na margem da SP-55 e em um bairro residencial, podem ser encontradas padarias, bares e alguns hotéis, pousadas ou flats.

Praia das Cigarras

É uma das praias mais movimentadas da Costa Norte. Com águas calmas e areias grossas e soltas, ela oferece segurança para toda a família, principalmente para as crianças. Na orla da praia lindas árvores sombreiam as barracas que oferecem opções de alimentação ao visitante. Um pequeno Iate Clube movimenta o local durante a temporada. Cercada pela Mata Atlântica e localizada em bairro residencial, a praia das Cigarras não pode ser vista da rodovia SP-55, mas sem dúvida merece diversas visitas!

Boa para: A prática de caminhada, caiaque, natação, vôlei e futebol de areia, frescobol, entre outros.

Infra-estrutura: Na praia encontram-se diversos ambulantes, que oferecem alimentação para os visitantes do local. Apesar de estar localizada em um bairro estritamente residencial, a poucos metros da praia localiza-se um Iate Clube, que oferece diversos tipos de recepção ao visitante.

 

Praia da Figueira

 

Linda praia, localizada logo após o bairro de São Francisco, mais precisamente perto do convento das freiras. Possui um pier de madeira contruido pelos pescadores para embarque e desembarque de peixes, como também para passageiros.

Atrativos:

Possui vários serviços de passeio de escuna, mergulho e pesca.

Praia São Francisco

A praia tem areias finas, mar pouco agitado e sua orla é decorada por diversas árvores, que proporcionam uma vista exuberante e transmitem um clima aconchegante. É um reduto calmo e tranqüilo de pescadores e de artesãos que trabalham com modelagem em barro, de panelas e potes d’água, conhecidos por “paneleiros”. A antiga vila caiçara é famosa pela quantidade de histórias que registra em toda sua extensão, como o Convento Franciscano de Nossa Senhora do Amparo, fruto da colonização portuguesa, construído entre os séculos XVII e XVIII, um dos mais importantes monumentos do Patrimônio Histórico da cidade. No bairro também foram encontradas evidências arqueológicas que auxiliaram para que houvesse uma melhor compreensão da evolução social, cultural e econômica da região. Trata-se do Sítio Arqueológico que abrigava uma fazenda dos tempos do Brasil Colônia, é uma relíquia com mais de 200 anos onde já foram resgatados milhares de fragmentos de manifestação simbólica da nobreza, do poder militar e da crença.

Boa para: A prática de frescobol, natação, pesca, entre outros.

Infra-estrutura: Localizada em um bairro residencial, a praia de São Francisco possui em sua extensão alguns bares e casas de aluguel. No local está situado também a Colônia de Pesca do Município, onde são vendidos frutos do mar fresquinhos caçados pelos pescadores.

Distâncias: Centro a 6 km.

Acesso: Rod Prestes Maia (SP-055/BR-101 Rio-Santos) Km 118.

Portal da Olaria

De pequena extensão e com areias claras e fofas, a praia do Portal da Olaria é estritamente residencial. Com águas rasas e mansas, a praia é mais freqüentada por famílias tradicionais do local.

Boa para a prática de: Caiaque, caminhada, entre outros.

Infra-estrutura: Logo na entrada do bairro encontra-se o Clube do local, com diversas opções de entretenimento e alimentação para seus associados e visitantes.

istâncias: Centro a 4 km, São Paulo a 202 Km.

Acesso: Rod. Prestes Maia (SP-055/BR-101 Rio-Santos).

 

Praia do Arrastão

 

Praia de areias claras, fofas e mar calmo, voltado para o Canal de São Sebastião. É uma das praias preferidas daqueles que residem na cidade, pela sua proximidade do Centro (cerca de 4Km) e pela infra-estrutura que oferece. É muito utilizada para esportes náuticos, além de ser segura para o banho de mar de crianças. Oferece vista para outras praias do município e também para a cidade de Ilhabela. A praia recebe o nome de Arrastão como herança da tradicional pesca realizada no local.

Boa para a prática de: Frescobol, caiaque, canoas havaianas, natação, entre outros.

Infra-estrutura: A praia do Arrastão é uma das que possui a melhor infra-estrutura da cidade. Com diversos restaurantes e opções de hospedagem, o bairro possui ainda um shopping, com área de alimentação e cinema.

Distâncias: Centro a 3,5 km.

Acesso: Pela Avenida Dr. Manoel Hipólito do Rego.

 

Pontal da Cruz

 

Praia larga, plana, com mar calmo, onde predominam famílias que residem no município. O local possui uma lenda sobre a cruz e um abricoeiro que existe sobre os rochedos que a separam da praia Deserta. Uma trágica história de amor acontecida há muitos anos, entre uma moradora do Pontal e um rapaz de Ilhabela.

Boa para a prática de: Caminhada, caiaque, passeios de barco, entre outros.

Infra-estrutura: O bairro tem boa infra-estrutura, com escolas, hotéis e pequeno centro comercial, com mercearias, mercado, padaria, e hospedagem. Também é sede de várias garagens náuticas e marinas.

 

Distâncias: Centro a 2,5 km. Acesso: Pela Avenida Dr. Manoel Hipólito do Rego.

 

Praia deserta

Pedregosa, de areia clara e mar calmo, a praia Deserta possui uma das mais amplas visões da orla da cidade e também de Ilhabela. A praia é estritamente residencial, localizada a margem da rodovia SP-55.

Boa para a prática de: Ciclismo, caminhada, caiaque, frescobol, entre outros.

Infra-estrutura: Possui em sua orla um calçadão e uma ciclovia, com barras para exercício físico e mesas com tabuleiro para dama ou xadrez. O bairro da Praia Deserta abriga ainda o único motel da cidade, localizado na rodovia SP-55 e com vista para o mar.

Distâncias: Centro a 1,5 km, São Paulo a 204 km.

Acesso: Pela Avenida Dr. Manoel Hipólito do Rego.

 

Praia Porto Grande

A praia do porto Grande é famosa entre os velejadores. De areia branca, fofa e mar calmo, suas águas são abertas para o Canal, sendo perfeita para a prática da vela. Tanto pela velocidade de seus ventos quanto pela segurança do Canal de São Sebastião.

Boa para a prática de: Vela, vôlei e futebol de praia, caminhada, caiaque, entre outros.

Infra-estrutura: Próxima ao Centro da cidade, o bairro Porto Grande oferece opções de alimentação, hospedagem e centros médicos.

Distâncias: Centro a 1 km, São Paulo a 204 km. Pela Avenida Dr. Manoel Hipólito do Rego.

 

Praia Preta

 

Pequena, mas charmosa, assim é a praia Preta que possui areias escuras, firmes e mar calmo. Pela segurança e tranqüilidade que oferece é boa para toda família. A poucos metros da praia existe ainda o “Morro da Prainha”, que proporciona uma das mais belas vistas de toda a cidade.

Boa para a prática de: Futebol e vôlei de praia, caiaque, frescobol, natação, entre outros.

Infra-estrutura: Próximo a praia estão localizados campings, hotel e padaria.

Distâncias: Centro a 1,5 km, São Paulo a 200 km.

 

Praia Grande

A Praia Grande tem areias brancas e águas mansas, excelente para banho. É uma das melhores opções para quem está na região central da cidade. Espalhados pela praia vários coqueiros anões embelezam sua orla. Na Praia Grande está localizado o Balneário dos Trabalhadores, com infraestrutura para receber diversos grupos de visitantes. Possui quadras poliesportivas, estacionamento, vestiários com banho, bar e lanchonete. Atualmente o local passa por reformas, pois ele será transformado em um parque temático. Trata-se da obra do Centro de Esportes Radicais, que deverá ser iniciada no mês de março de 2006. A obra prevê ainda reforma dos sanitários, revitalização do museu do mar e adequação de todo o Balneário dos Trabalhadores à Lei de Acessibilidade, o que inclui calçadas e um deck até próximo ao mar. Também serão reformuladas os espaços para lojas e eventos. Em razão da temporada de verão, o estacionamento para veículos de passeio será liberado.

Infra-estrutura: O Centro terá pistas de skate e bicicross para competições; área de arvorismo com nove metros de altura; mega tirolesa (a maior do Brasil, com 400 metros de comprimento entre a montanha e o mar); arvorismo mirim; parede de escalada; quadras de futebol, vôlei e tênis; playground; sala de enfermaria; refeitório; sala de treinamento; sala para Corpo de Bombeiros; quiosques para famílias; píer para atracação de barcos de passeio; quatro quiosques para restaurantes e praça de alimentação.

 

Distâncias: Centro a 2 km, São Paulo a 201 Km.

Acesso: Rod. Prestes Maia (SP-055/BR-101 Rio-Santos) Km 129.

Praia de Pitangueiras

Praia pequena e de difícil acesso, ela fascina a todos seus visitantes pela tranqüilidade. Com areias claras e fofas e mar calmo, a praia é perfeita para toda família. Para chegar até ela é necessário pegar uma pequena trilha.

Boa para a prática de: Caminhada, natação, caiaque, entre outros. Infra-estrutura: Localizada na margem da SP-55, é uma praia selvagem sem infra-estrutura.

 

Distâncias: Centro a 3 km, São Paulo a 200 km.

Acesso: Rod. Prestes Maia (SP-055/BR-101 Rio-Santos) km 131.

Praia de Baraqueçaba

Possui uma larga faixa de areia dura e escura, ótima para a prática de esportes. Suas águas são mansas, perfeitas para um banho de mar com segurança e tranqüilidade. Barequeçaba é uma praia limpa e tranqüila, ideal para relaxar e curtir com toda a família, pegar um sol e esquecer o stress e a correria do dia-a-dia. Bem próxima ao centro de São Sebastião, esta é uma praia bastante popular. Um passeio subindo o morro das Sete Voltas é um exercício gratificante, pela vista que roporciona.

Boa para a prática de: Muitas atividades, uma vez que a areia é dura e ótima para diversos esportes, como futebol e vôlei de praia, caminhada, frescobol, ciclismo, futvôlei, entre outros. No mar e no ar também tem agitação com paraglider, kitesurf, mergulho, entre outros.

Infra-estrutura: Diversos quiosques e barracas na areia oferecem toda a infra-estrutura para um dia perfeito na praia. No bairro localiza-se também mercearias, adega, padaria, hotéis, pousadas, bares e pequenos restaurantes que servem comida caseira. Próximo a estrada estão localizadas as residências de alguns artesãos e uma fazendinha que comercializa produtos lácteos frescos.

Distâncias: São Paulo a 186km, Bertioga a 89km, Centro a 5km.

Guaecá

Esta é a praia de todas as tribos, com uma beleza incomum. De areias claras, finas e mar agitado, a praia é marcada pela proximidade entre a Mata Atlântica e o mar. A galera do surf fica no canto norte, lado esquerdo da praia, onde o mar apresenta arrebentação forte e muitos buracos, exigindo cautela. Do meio até o canto direito o mar é mais tranqüilo. Ao sul, a praia possui um rio, bastante freqüentado pelas crianças. Ao longo da praia enormes chapéus-de-sol abrigam as famílias. Da ponta norte, decolam voadores de asa delta e paraglider. Há espaço de sobra para jogar frescobol, correr ou caminhar na areia. Para quem estiver de barco, vale ainda uma visita à Toca do Bicho, que segundo os caiçaras, teria abrigado uma serpente devoradora de barcos, expulsa pelo Padre Anchieta em uma de suas passagens pelo Litoral Norte. Ao Sul também é possível pegar uma pequena trilha de fácil acesso que leva a uma bela cachoeira.

Boa para a prática de: Vôos de asa delta e paraglider, surf, caminhada, frescobol, vôlei de praia, passeios náuticos, trilhas, entre outros.

Infra-estrutura: O bairro é estritamente residencial. Na praia, grande parte dos serviços fica por conta dos ambulantes. No acesso a praia pela Rodovia, há um posto da Polícia Rodoviária Estadual.

Distâncias: Centro a 7km, São Paulo a 184km, Bertioga a 87 km.

Acesso: Rod. Prestes Maia (SP-055/BR-101 Rio-Santos) Km 135.

Praia Brava do Guaecá

Acesso somente a pé, por uma trilha a partir do Canto Sul do Guaecá, com uma paisagem belíssima, propiciando assim uma boa opção de caminhada. Trata-se de um paraíso inabitado, com areias claras, finas e mar pouco agitado, a praia é perfeita para os que gostam de apreciar a natureza. Avistada do mar ela fica ainda mais encantadora.

Boa para a prática de: Trilha, natação, passeios náuticos, entre outros.

Infra-estrutura: Por ter acesso somente por trilha ou pelo mar, fica impossibilitado oferecer serviços no local. É uma praia rústica e selvagem boa para quem gosta de aventuras.

Distâncias:São Paulo a 190 km, Bertioga a 80 km, Centro a 10 km.

Acesso: Rod. Prestes Maia (SP-055/Br-101 Rio-Santos) Km 137.

Toque Toque Grande

Essa praia já encanta na chegada. Em frente ao acesso pela rodovia SP-55 há uma majestosa cachoeira. Trata-se de uma encantadora enseadinha com águas que vão do verde ao azul. Ao contrário do que o nome sugere tudo aqui é pequeno, exceto a beleza. Toque-Toque Grande tem uma simpática vila de pescadores, que convivem em paz com a mordomia dos veranistas. Ela também é um dos núcleos de pesca artesanal do município. De areias grossas e soltas o mar pode variar desde uma grande piscina de águas tranqüilas, até ondas fortes no meio, inadequadas para o surf pois a arrebentação é próxima à praia. Em frente à praia levemente inclinada há uma pracinha ajardinada com uma tradicional capela. Em frente a praia está a Ilha de Toque-Toque Grande, que por ser voltada para o oeste, proporciona um pôr-do-sol inesquecível. Além de riqueza marinha, as águas cristalinas e as rochas que a cercam convidam ao mergulho e à pesca esportiva.

Boa para a prática de: Escalada nas pedras, trilhas, pesca, natação, futebol e vôlei de praia, entre outros.

Infra-estrutura: À beira mar é possível provar frutos mar fresquinhos.

Distâncias: Centro a 10 km, São Paulo a 181 km, Bertioga a 84 km.

Acesso: Rod. Prestes Maia (SP-055/BR-101 Rio-Santos) Km 135.

Praia das Calhetas

Um pedaço do paraíso. Assim é a pequena península, localizada entre os bairros de Toque-Toque Grande e Toque-Toque Pequeno. Pouco conhecida, ela tem acesso apenas para pedestres. A entrada é feita por um condomínio fechado, às margens da rodovia. A descida pode ser feita pela entrada principal, por uma portaria, ou ainda por uma trilha que tem como referência uma grande mangueira, ao lado da rodovia. Da estrada até a praia, são aproximadamente 10 minutos de caminhada, porém, o contato com a natureza e a linda vista para o mar, recompensam o esforço da descida. Com vegetação nativa, areia clara e mar pouco agitado, a praia possui uma beleza exuberante. Em frente é possível avistar ainda a Ilha de Toque Toque Grande o que torna a paisagem ainda mais paradisíaca. Para completar o cenário Calhetas tem ainda uma cachoeira com queda de mais ou menos 40 metros. Cercada de mata atlântica, é um passeio que vale a pena para quem não se preocupa muito com borrachudos e mutucas. O caminho para a cachoeira é o mesmo da praia.Continue a pé após ter passado a portaria, quando estiver descendo a estrada particular você vai ver uma casa tipo guarita, entre num bosque arborizado a direita da estrada e ande uns 5 minutos até a cachoeira.

Boa para a prática de: Natação, frescobol, trilhas, rapel, entre outros.

Infra-estrutura: Por ter acesso restrito, é uma praia muito rústica e sem infra-estrutura, apesar de habitada por veranistas.

 

Distâncias: Centro a 16 km, São Paulo a 187 km, Bertioga a 78 km.

Acesso via Rod Prestes Maia (SP-055/BR-101 Rio-Santos) Km 144.

Toque-Toque Pequeno

Com areias claras, fofas e grossas, a praia de Toque-Toque Pequeno conserva ainda todo encanto tradicional dos pescadores da cidade. É uma pequena e linda praia freqüentada por famílias e casais enamorados que buscam tranqüilidade. Uma pequena capelinha construída no início do século, ainda mantém a memória dos antigos ocupantes da vila. Estritamente residencial, a praia possui uma belíssima vista ao norte, de onde se avista a Ilha de Toque-Toque Pequeno, que avistada da praia aparenta-se com uma tartaruga .

Boa para a prática de: Pesca, natação, mergulho, caminhada, frescobol, entre outros.

Infra-estrutura: Marcada pelos condomínios o bairro tem ainda pousadas para receber turistas. Devido aos pescadores do bairro, diversos peixes são vendidos na beira da praia.

Distâncias: Centro a 13 km, São Paulo a 184 km, Bertioga a 75 km.

Acesso: Rod. Prestes Maia (SP-055/BR-101 Rio-Santos) Km 147.