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Acontecimento |
Ano |
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Expedição de
Américo Vespúcio |
1502 |
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1º Sesmaria na
Costa Sul |
1586(Guaecá a Boracéia) |
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Ocupação
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entre séc.XVI e XVII |
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Os
pedidos de terras se intensifica |
a partir de 1600 |
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doação das terras em frente a ilha bela |
1603 e 1609 |
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Igreja Matriz origianlmente Implantada |
séc.XVII |
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doação aos carmelitas |
28/04/1608 |
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Emancipação politica |
16/03/1636 |
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Franciscano
instalam-se no Bairro
São Francisco |
1650 |
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Imagem de Santa
Luzia |
1652 |
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Construção do
Convento |
entre 1657 e 1664 |
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Urbanização e
descoberta de Minas |
1670 a 1720 |
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instalação da Armação de Baleias |
início do século XVIII |
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construção da fazenda santana |
1743 |
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População chega a
3500(1000 escravos) |
1788 |
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Atinge o auge
econômico agrícola |
virada do século XVIII para o XIX |
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construção do prédio de Cãmara |
fins do XVIII ou 1º
metade do século XIX |
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Igreja Matriz
(Construção atual) |
Séc.XIX |
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chega a 2000 escravos |
1844 |
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Construção da
Casa Dória |
1906 |
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Câmara Municipal
funcionava na antiga casa de Câmara |
até 1920 e com aquisição do predio 1930 |
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Prefeitura Ocupa
a area da Cãmara |
década de 30 |
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Construção do
Porto |
1935 |
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Capela da Enseada |
1930 ou 40 |
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Rio Juqueriquerê divisa com Caraguá |
até A Década de 40 DO SÉC XX |
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Prefeitura e
Câmara dividem o espaço |
de 1945 até decada
de 60 |
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Igreja matriz
ganha vitrais |
1950 |
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Igreja matriz
ganha altares |
1953 |
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instalação da Petrobrás, |
anos 60 do século XX |
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Tombamento da
capela São Gonçalo |
1969 |
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Brasão Municipal |
18/8/1969 |
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abertura da rodovia Rio-Santos
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fins dos anos 70 |
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Instalação do
Museu de Arte Sacra |
1980 |
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demolição dos altares de cedro da Igreja Matriz |
1992 |
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Inicialização do trabalho de estruturação do Museu |
1992 |
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Conclusão do
trabalho de estruturação do Museu |
1996 |
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dcreto que instituía o “peixe
estilizado como simbolo do município |
1999 |
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Inauguração da
escola indígena provisória |
abr/96 |
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Indios gravam Cd"memoria vida guarani"em comemoração Brasil 500 anos |
1998 e 1999 |
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Inauguração da
escola Permanente indígena |
dez/00 |
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Oficializa a obra
“O Peixe” |
jun/05 |
7.1 – Introdução
O município de São Sebastião, no
litoral norte do Estado de São Paulo, possui área aproximada de
Com a serra do mar avançando até
a costa marítima, de
·
Ocupação indígena, quando a região era
ocupada por tupiniquins e tupinambás:
·
Ocupação colonial, a partir do século
XVII quando se inicia a exploração dos engenhos de cana-de-açúcar e a vila se
desenvolve;
·
Ocupação caiçara, quando este modo de
vida domina a região, marcada pela decadência econômica:
·
Ocupação atual, a partir da segunda
metade do século XX, com a chegada da Petrobrás e abertura e pavimentação das
vias de acesso, possibilitando a exploração turística, a ordem econômica e
social sofre profundas modificações.
Essa evolução na história do
município trouxe conseqüências vividas hoje, apresentando vários problemas,
principalmente ligados a ocupação e exploração do solo
e do mar, que se colocam difíceis em sua compreensão e solucionamento,
podendo trazer ainda graves consequências futuras.
7.2 – Ocupação indígena
Não há muitas pesquisas e
informações sobre o período pré-cabralino na região,
mas alguns indícios levam a crer na existência dos “homens dos sambaquis”, população anterior aos tupinambás, baseando-se na utilização pelos portugueses dos restos
dos sambaquis em suas construções coloniais. Sabe-se que a área era ocupada por
tupinambás, que possuíam seu domínio de Boiçucanga
para o norte, existindo áreas de acampamento de pesca ou guerra
Uma dessas lutas foi presenciada
e, mais tarde, narrada pelo alemão Hans Staden,
designado pelo então governador-geral Tomé de Souza para combater
os tupinambás a partir da fortaleza de Bertioga; em 1554 caiu prisioneiro dos
tupinambás, vivendo com eles durante cerca de 9 meses.
Além desse relato há o
aparecimento de cerâmica indígena no bairro de Boiçucanga,
de machadinha de pedra na Enseada e a herança toponímica, como os nomes dos
bairros Camburi, Saí, Paúba,
Barequeçaba, Guaecá, etc...
7.3 –
Urbanização – São Sebastião no contexto do projeto de urbanização colonial
português
Os critérios tradicionais da
expansão portuguesa no mundo visavam a criação de uma
rede de feitorias e centros de abastecimento costeiros protegidos por
fortalezas. Contrariamente ao encontrado pelos portugueses no Oriente, no
Brasil não havia civilizações desenvolvidas e urbanizadas, dificultando, no
inicio a repetição do mesmo sistema.
“Durante as primeiras três décadas após o descobrimento, limitaram-se a
uma exploração grosseira dos recursos naturais. Esse sistema deu origem às
primeiras feitorias e alguns agrupamentos de brancos, com rudimentos de
agricultura, povoados, na sua maioria, formado por náufragos.” (1)
Os primeiros colonizadores
chegaram a região de São Sebastião nos últimos anos do
século XVI. O acidente geográfico, a ilha de São Sebastião, recebeu este nome
no período das primeiras expedições exploradoras, provavelmente a 20 de janeiro
de 1502, dia de santo do mesmo nome, pela expedição de Américo Vespúcio.
Em 1530, Dom João III, rei de
Portugal, divide o Brasil nas capitanias hereditárias. Os irmãos Martim Afonso e Pero Lopes de
Souza recebem as capitanias conhecidas como “do sul” : São Vicente, Santo Amaro
e Santana.
A atual cidade de São Sebastião
teve sua origem remota na doação das oitenta léguas de costa que D. João III
concedeu e confrontou a Pero Lopes de Souza, doação essa que, como diz Pedro
Taques, rezava o seguinte:
“Quarenta leguas de terra começarão de dose leguas ao sul da ilha de Cananéa,
e acabarão na terra de Santa Anna, que está em altura de vinte e oito gráos e um terço, e na dita altura se porá um padrão, e se
lançará uma linha, que só corra a l’oeste dez leguas,
que começarão no rio Curupacé e acabarão no rio de São Vicente; e no dito
rio Curupacé da banda do norte se porá um padrão e se
lançará uma linha que corra directamente a l’oeste; e
as trinta leguas que fallecem começarão no rio que cerca em roda a ilha de
Itamaracá...” (2)
Este citado rio Curupacé é o
antigo nome do rio Juqueriquerê, que até a década de
40 do século XX serviu como divisa dos municípios de Caraguatatuba e São
Sebastião. Nesta primeira divisão a região onde se desenvolveria a vila de São
Sebastião está sob jurisdição do donatário Pero Lopez de Souza, pertencendo
então a Capitania de Santo Amaro; porém não há ocupação
branca ou povoados nestes primeiros anos.
Como pode ser observado
nos trechos de documentação a seguir, os sesmeiros
que obtiveram terras nesta região também utilizaram alegações muito
semelhantes em seus pedidos de terras, parecendo existir uma espécie do que
chamamos hoje de requerimento padrão. É sempre enfatizada a luta pela terra em
nome da Coroa, enfrentando índios e piratas, além de possuir numerosa família
para povoar a terra.
Os pedidos de terras
Dayse Bizzochi em seu livro “A Terra e a Lei” coloca a seguinte
listagem de pedidos de sesmarias
·
Diogo Rodrigues e José Adorno, 1586;
·
Sebastião Leme e outros, 1595;
·
Manuel Alvares Chaves, 1603;
·
Simão Leitão e outros, 1603;
·
Simão Machado, 1608;
·
Gonçalo Pedrosa, 1608;
·
Diogo Dias, 16...;
·
Diogo de Onhate e João
de Abreu, 1603;
·
Diogo de Onhate, 1608;
·
João Batista Adorno e outros,
1609;
·
Jacome Lopes, 1609
(data do traslado, afirma possuir sesmaria há 50 anos);
·
Simão Machado e Antonio Gonçalves David, 1610;
·
Pero Cubas, 1614;
·
Capitão do Mar e Guerra don Juan da Costa Tabar, 1620;
·
José Bonete, 1634;
·
Antonio Coelho de Abreu e outros,
1640.
As divisas contidas nestes
documentos são confusas e muitas vezes se contrapõem. E sabido que Diogo de Onhate ocupou o cargo de escrivão da Fazenda e Ouvidoria,
servindo a Gaspar Conqueiro, capitão e ouvidor com
alçada nas Capitanias de Santo Amaro e São Vicente, loco-tenente de Lopo de Souza, herdeiro dos irmãos Martim Afonso e Pero
Lopes. Serviu como tal de
Porém, é esta sesmaria, entre as
outras que ocuparam a hoje área do município, que mais se desenvolve. Em sua
área original surgem as construções mais importantes para o desenvolvimento
urbano e criação de uma vila, como a Igreja Matriz.
Segue trecho da documentação
referente as sesmarias de Diogo de Onhate
e João de Abreu, conforme citado por Antonio Paulino de Abreu:
Foi Lopo
de Souza, quem, por seu loco-tenente, o capitão-mor Gaspar Conqueiro,
residente na vila de Santos, concedeu duas sesmarias – uma, a 20 de janeiro de
1603 e outra a 16 de junho de 1609, em que se lê o seguinte:
“Dizem Diogo de Unhate e João de Abreu,
moradores na villa de Santos, que elles
são moradores de 40 annos nesta capitania, casados e
têm muitos filhos e netos,
ambos dois pedaços de terras de mattos bravos que
começam defronte da ilha de São Sebastião nos arrecifes que estão juntos de uma
praia que chamam Piraquimirim, que estão da
banda da terra dos Iguaramimis para o nordeste e
que d’ahi vão cortando pela terra adiante ao longo do
mar salgado, passando outros arrecifes que estão defronte da ilha ao longo da
costa, e d’ahi iria pela mesma praia que se chama Saranambitú e por ella ao diante
irá cortando até chegar ao porto das canoas que chamam Ibapitandiba,
e deste porto correria direito à serra e pelo cume della
iria cortando até onde começou a partir, e toda terra que houver dentro desta
demarcação, aguas vertentes para o mar, entrarão
nesta data.
E outro sim mais uma legua de terra de mattos, maninhos e capoeiras antigas dos gentios, que estavam devolutas, para
plantações e canaveaes, algodoaes
e mantimentos porque esta terra firme a queriam para criações a qual terra
partiria do capinsal que estava na dita ilha de São
Sebastião que era... de ciryba
e juá a dar
Despacho: - Concedo.
Santos, 26 de janeiro de 1608. – Gaspar Conqueiro,
capitão-mor.” (3)
Como a maioria dos núcleos
urbanos dos primeiros tempos de colônia, São Sebastião surge por esforço e
interesse dos colonos e donatários. Sua posição geográfica, na costa, entre São
Vicente ( fundada em 1532 ) e Rio de Janeiro ( de 1565
), e o porto natural, proporcionavam possibilidades comerciais.
“As cidades eram criadas em
pontos especiais. Funcionavam como centros regionais e por meio delas
revelavam-se as tendências centralizadoras da política portuguesa, que se
opunham, ainda que discretamente, à dispersão dominante.” (4)
A maioria das
terras doadas nesta região o foram para colonos das vilas de Santos e
São Vicente, onde a exploração da economia de exportação já havia saturado a
distribuição das terras mais próximas. Com o enfraquecimento de São Vicente
dentro do esquema de produção de açúcar para exportação, as povoações mais
distantes do esquema, como São Sebastião, se dedicavam a
agricultura de subsistência e ao comércio.
Elevada a categoria de vila em 16 de março de 1636, São Sebastião
está entre as dez novas vilas surgidas nos territórios das antigas capitanias
de Santo Amaro e São Vicente entre 1610 e 1670.
“De um auto lavrado no ano de 1636 e que se encontra, segundo documento
oficial, à folha 2 do livro do tombo existente na
Igreja local, a povoação já era
existente havia 30 anos,
asserção que é confirmada com o extrato de duas cartas de sesmarias concedidas
em Santos pelo Capitão-mor Gaspar Conqueiro,
loco-tenente de Lopo de Souza, a 20 de janeiro de
1603 e 16 de junho de 1609.
Essa asserção, da existência do povoado trinta anos antes de 1630, -
muitos anos, aliás, - encontra sua confirmação não só nas referidas sesmarias concedidas ... a Diogo de Unhate e João de Abreu, como em outras mais, que tivemos
ocasião de verificar no livro original por nós encontrado no Arquivo Público,
de onde se julgava ter desaparecido.” (5)
Frei Gaspar da Madre de
Deus (1715/1800) em sua obra Memórias para a História da Capitania de S.
Vicente descreve assim este período:
“Depois de dadas por Sesmarias tôdas as
terras que demoram entre os Rios de Santos e Bertioga, não cabendo já os
naturais de Santos na vizinhança de sua pátria, passaram aquele Rio Bertioga e
aos poucos se foram introduzindo nas 10 léguas de Pedro Lopes, as quais
povoaram até adiante da ilha de São Sebastião. Era estilo ordinário nesse tempo
ficarem sujeitas as terras novamente povoadas às Vilas
mais próximas a elas, e como nas referidas 10 léguas não havia povoação alguma
com Câmara, nem Juizes súditos de Pedro Lopes, ficou subordinado ao Pôrto de Santos tudo quanto seus vizinhos tinham povoado no
terreno setentrional da Capitania de Santo Amaro. Por este modo se apossou a
dita Vila de Santos não só da Povoação de São Sebastião, mas também de tôdas as 10 léguas, as quais se julgavam pertencentes a
Martim Afonso, por estarem no Têrmo de uma Vila sua e
serem governadas pelos Capitães, Ouvidores, Camaristas e mais Oficiais de
Justiça nomeados por ele e seus sucessores.
Esta posse conservavam a Capitania de São Vicente e a Vila de
Santos quando se levantou pelourinho
“Anno
do Nascimento de Nosso Senhor Jezus Christo de mil seis centos trinta seis annos
aos desaseis dias do mez de Março do dito anno nesta povoaçam de S. Sebastiam da Terra firme, Termo, e Jurisdiçam
da Villa de Santos da Capitania de S. Vicente...”
Nunca se emendou o erro de falar nas 10 léguas como pertencentes a Capitania de S. Vicente, sendo elas de Santo Amaro; antes,
pelo contrário, dividindo-se o Têrmo antigo de Santos
por Boiguaçucanga, quando a povoação alcançou o fôro de Vila,
parte das ditas 10 léguas ficou pertencendo a S. Sebastião e outra parte a
Santos, e tudo com o nome de Capitania de São Vicente, que assim a Vila bem
como as mencionadas 10 léguas conservaram até o tempo em que às duas Capitanias de S. Vicente e Santo Amaro se deu o nome de
Capitania de São Paulo.”
O núcleo urbano pouco se
desenvolveu nos primeiros tempos; sendo o açúcar nordestino e, mais tarde, o da
América Central, mais vantajosos comercialmente. Ainda
assim alguns engenhos e casas eclesiásticas foram instaladas
no século XVII.
Entre 1670 e
“Os centros menores sofreram um lento aumento demográfico e, com
freqüência, diminuição, perdendo habitantes para as minas. Dependendo de um
meio rural com produtividade mais ou menos limitada, o afluxo de população
provocaria em geral a ocupação de novas terras onde seriam criadas novas
paróquias e, em seguida, vilas, mas não seria possível ocorrer a não ser em
alguns pontos especiais, uma concentração maior, como seria o caso dos portos
principais e, a partir dessa época, as zonas de mineração.”
(6)
Situada entre o sul produtor e
Parati, porto escoador das minas e de onde partiam as
trilhas mais acessíveis entre a faixa de marinha e as vilas mineiras, São
Sebastião, até então uma vila muito modesta começa a desenvolver um período de
relativa prosperidade.
Portugueses atraídos pela
possibilidade de vender os produtos mais caro aos mineiros instalam seus
engenhos na região. Engenhos caracterizados por conter uma só cobertura para
morada e engenho, como a Fazenda Santana, de 1743, e o Engenho D’Água, na ilha.
No início do século XVIII é
instalada a Armação de Baleias, no local conhecido como Cabelo Gordo, que
juntamente com as armações de Bertioga, Barra Grande, em Santos, Vila Bela e
Bom Abrigo proviam a capitania do azeite combustível para iluminação.
Com
o contrabando do ouro, vindo das minas pelo Vale do Paraíba e Serra do Mar e
indo do porto de São Sebastião para a África completa-se o quadro de
atividades de base do período de economia próspera de São Sebastião.
Como conseqüência disso, a vila e
as atividades inerentes a ela, como os ofícios mecânicos, o comércio, armazéns,
etc, se desenvolvem. Nas fazendas próximas ao núcleo urbano se desenvolveram
várias olarias, no início de telhas e potes, mais tarde, de tijolos. No ano de
1788 sua população era estimada em 3500 habitantes, onde cerca de 1000 eram
escravos.
Com a introdução do café a região
chegou a possuir 106 fazendas, algumas novas e outras, engenhos adaptados.
Porém, a sua maior importância era como porto escoador
de café do norte de São Paulo e sul de Minas para Santos e Rio de Janeiro.
No ano de 1844, o “Livro de
Registro de Escravos de São Sebastião” aponta cerca de 2000 escravos, de várias
origens e divididos nas atividades de lavoura, roça, pesca, canoeiro, oleiro,
etc.
Com a ferrovia facilitando o
escoamento dos produtos através do porto de Santos ( 1817
) e a abolição da escravatura, São Sebastião entra em profunda decadência;
situação que só mudaria na segunda metade do século xx.
7.4 – A vila
de São Sebastião, hoje centro urbano e administrativo
O povoamento de São Sebastião se
formou por conseqüência da ocupação das terras, servindo como ponto de apoio
para a economia de exportação. Como a maioria das vilas do período, apresentava
desenvolvimento modesto, sendo o maior movimento causado
pelas transações comerciais e portuárias ligadas a produção da cana. No
resto do ano o povoado vivia praticamente em abandono, salvo as festas
religiosas, fator de concentração e contatos.
O professor Nestor Goulart nos
coloca que “a queda dos preços do açúcar no mercado internacional, em meados do
século XVII, veio interromper a expansão da agricultura de exportação.” (7)
Com o enfraquecimento da economia
de exportação, a mão-de-obra excedente passa a ser utilizada na economia de
subsistência e nas construções urbanas e rurais. São Sebastião como centro
urbano modesto vai ver sua dependência de centros urbanos maiores como Santos e
Rio de Janeiro, onde estavam instaladas as Companhias de Comercio, aumentar
consideravelmente.
Não
se sabe ao certo a data da construção da primitiva igreja matriz dedicada ao
santo padroeiro São Sebastião, condição exigida pela Coroa Portuguesa para o
reconhecimento do povoado e sua elevação a categoria
de vila. Era de grande interesse dos sesmeiros da
região que ali houvesse uma vila, onde seria instituída a Câmara Municipal,
conselho de “homens bons”, vereadores que poderiam legislar sobre a área sem a
vinculação com a vila de Santos, de quem o povoado era vinculado.
Pouco desenvolvido o povoado é elevado a
categoria de vila em 16 de março de 1636, sendo um conjunto de casas de pedra e
cal com cobertura de palha, com seu templo, sem torre, dedicado a São Sebastião.
Afonso de E. Taunay nos aponta
fato narrado em “História da Expedição de Três Navios Enviados pela Companhia
das Índias Ocidentais, das Províncias Unidas às Terras Austrais, em
“Descrevendo São Sebastião narra Behrens que a cidade dispunha de medíocre extensão. Pouco
fortificada, era circumscripta por uma estacada,
provida de alguns canhões. Possuia egreja assás bella
e um palácio magnífico de governo. Quanto as casas dos
moradores, sua construção era a dos índios.” (8)
Os portugueses chegando aqui se
adaptaram aos recursos da natureza para construir suas casas; usaram, no início
pedras cortadas das costeiras, conchas dos sambaquis ou ostreiras para fazer a
vez de cal, areia das praias e rios e barro. Construíram grossas paredes de
pedra e cal, usando na aparência a lembrança da terra natal. Mais tarde, as
Câmaras lançaram regras para determinar a aparência das construções,
certificando-se para que as vilas no Brasil tivessem semelhança com Portugal.
A vila só se desenvolveria com a
descoberta do ouro nas minas e a conseqüente movimentação portuária em seu
canal.
“Os centros menores tendiam a utilizar
sítios planos, sempre que instalados após a primeira etapa de colonização” (9), quando as vilas eram implantadas,
por medida de segurança, em morros ou pontos elevados. Fundado após essa primeira etapa, o povoado
foi implantado na planície entre o mar e a serra, na área limitada por dois
córregos, o Outeiro e o Ipiranga.
Composto por três ruas
longitudinais acompanhando o desenho da costa, ainda que sutilmente, e algumas
transversais, o núcleo urbano só estenderia seus limites, impostos pelos cursos
d’água, ainda que muito pouco, no século XIX com a abertura da “Rua Nova”, que
liga o córrego do Outeiro ao antigo local dos ranchos de canoas, onde deságua o
córrego do Ipiranga. Somente a partir de 1960, com a chegada da Petrobrás, os
limites destes dois córregos seriam transpostos pela área urbana efetivamente,
visto que estas áreas esparsamente ocupadas por chácaras, seriam a chamada área
de “rossio” provavelmente limitadas pelas terras da Fazenda Santana, a
As praças e largos abertos por
força das convenções coloniais, legais ou não, eram o Largo da Matriz, o espaço
religioso, a praça do Coreto, o espaço de comércio, e o Largo da Câmara e
Cadeia, o espaço político.
Cabe lembrar que até o início do
século XVIII a vila era bem rústica, e somente com os recursos advindos da nova
ordem econômica os sebastianenses puderam construir seu prédio de Câmara e
Cadeia e alguns sobrados típicos da arquitetura de pedra e cal, comum às
cidades do litoral brasileiro.
No entorno da Igreja Matriz se
encontram as construções mais antigas, com alguns testemunhos do século XVII,
como a própria matriz, porém essa arquitetura primitiva foi substituída pelas
robustas construções do século XVIII; se afastando do
largo da igreja em direção à praia ou ao sul se encontram as construções de
fins do século XVIII e início do XIX, a maioria do centro antigo. Fato que
também pode
ser notado pela diferenciação da técnica construtiva: pedra e cal no século
XVIII e tijolo no XIX, quando a produção oleira das fazendas da região se
intensifica. Ainda em direção ao sul foi construída a Capela de São Gonçalo, no
século XVII, porém ela não provocou a mesma concentração populacional em
seu entorno, como a matriz, sendo a área lindeira ocupada no século XIX, quando
da expansão do século XIX, provavelmente através da atuação da Câmara na
concessão de datas de terras.
Outro dado importante na análise
do centro histórico é a implantação do prédio de Câmara e Cadeia. É sabido que
quando da elevação a categoria de vila era instituída
a Câmara, a partir de então deveria ser-lhe destinada uma área no núcleo urbano
onde seria construído o imponente prédio; ainda é comum encontrar na Carta
Régia de Ereção a Vila diretrizes urbanísticas, como se deixar um largo
defronte ao prédio, etc e tal. É perceptível esse ocorrido
7.5 – 0 bairro
de São Francisco – costa norte do município
Em
meados do século XVII, Antônio Coelho de Abreu, que recebeu sesmaria em 1640,
possuindo em suas terras
uma capelinha de Nossa Senhora dos Desamparados, que dotara com 66 braças de
patrimônio, resolve doar a mesma para os religiosos da ordem de São Francisco.
Na obra “Páginas da História Franciscana no Brasil”, de autoria do Frei Basílio
Rower é interessante notar que apenas as terras de
Antônio Coelho de Abreu parecem ser documentadas, ou ao menos, somente o nome
deste sesmeiro aparece nas listagens de sesmarias
doadas
Segue trecho da carta de doação
das terras para os franciscanos:
“Ano do Nascimento de Nosso
Senhor Jesus Cristo de mil seiscentos e cinqüenta e oito, ... os vinte e dois do mês de
março, eu Antônio Coelho de Abreu de comum consentimento entre minha mulher
Luzia Alves, havemos por bem, movidos por nossa devoção de dar o sítio para o
Convento dos Religiosos do P. São Francisco desta Custódia da Imaculada
Conceição, e que fazemos, movidos por nossa devoção que ao dito Santo hábito
temos e aos gloriosos Padres S. Francisco e S. Antônio do meu nome que eles
intercedam por nós diante de Nosso Senhor, e os ditos Religiosos nos façam
participantes de todos os seus sufrágios, sacrifícios e merecimentos;
declarando que não temos herdeiro forçado a quem possa prejudicar a dita doação
para o dito sítio do Convento com entradas e saídas necessárias, o qual o dito
sítio começa da parte do sul, partindo com as terras de Luís Cabral de
Mesquita, e irá correndo para a costa do mar para a parte do norte cem braças
craveiras (
No entorno do Convento,
construído entre 1657 e 1664, em pedra e cal, surge o povoado de São Francisco
da Praia, núcleo ceramista e pesqueiro. Em 1840, os moradores do bairro pedem
que nele se crie uma freguesia, primeiro passo legal para elevação à vila e
possível independência em relação a vila de São
Sebastião; porém não havia igreja que pudesse servir de Matriz, sendo então a
capela da Ordem Terceira, contígua à nave do convento utilizada para tal. A
freguesia foi criada pela Lei n.º 13, de 2 de abril,
pela Assembléia Legislativa da Província de São Paulo, mas extinta em 1859.
Quanto à população do bairro é
interessante conhecer a opinião dos padres do convento, irritados com as
insubordinações de seus escravos.
“Para o cultivo das terras e outros serviços pesados, já que o número
de Irmãos leigos era diminutíssimo porque a Metrópole
os julgava inúteis ( ! ), os frades de Nossa Senhora
do Amparo tinham certo número de escravos. Não era raro receberem como oferta a
Nossa Senhora, como acontecia no Convento da Penha de Vitória. Na falta de
documentação anterior, só desde o fim do século XVIII, constam algumas
notícias. Em geral, e ... dizer que as molestações,
desgostos e aborrecimentos causados pelos cativos foram tão grandes como em
nenhum outro Convento da Província. Parece que a causa disso era o parentesco
que muitos tinham com os moradores do Bairro, que instigavam os servos a atos
de insubordinação.” (11)
Até mesmo hoje é muito clara esta distinção
entre o bairro de São Francisco e as demais regiões do município, como um
núcleo que surgiu quase que simultaneamente aos centro da vila, ele se mantém
com características muito próprias nas questões culturais e políticas. É aqui
que surge uma das mais belas e fortes manifestações culturais de São Sebastião
– A Congada. Em homenagem a São Sebastião e São Benedito é um auto e dança que
representa a luta de mouros e cristãos, com elementos da cultura africana negra
e feudal européia.
Ainda na região da costa norte há
notícias de dois engenhos, A Fazenda
Santana, no Pontal da Cruz, e a Fazenda
Mesquita, na Cigarras, antes chamada Praia do
Barro.
A Fazenda Santana, construída em
1743, onde funcionou um engenho movido à água, até pouco tempo ainda possuía
suas rodas d’água, restando atualmente parte do aqueduto de pedra, o sobrado do
“senhor”, construído em pedra e cal, e construções mais simples, como a
senzala. Em sua sede acontece a tradicional Festa de Santana, a 26 de julho,
com tradicional quermesse e a dança do boi investe.
Quanto à Fazenda do Padre
Mesquita, somente se sabe que se situava na antiga Praia do Barro, onde foram
encontradas ruínas do sobrado, sede construída em pedra e pau-a-pique. Porém é
sabido que a família Mesquita possuía terras confrontantes com as do Convento
Franciscano e na dita praia do Barro existia uma comunidade até a primeira
metade do século XX.
Do loteamento das terras dessas
primeiras propriedades, no século XX, foram surgindo os bairros que existem
hoje na região.
Na região da divisa com
Caraguatatuba existiu uma tradicional comunidade de pescadores, que por volta
de 1930 ou 40, construiu a Capela da Enseada, dedicada a Bom Jesus, na beira da
Praia.
7.6 – A costa sul do
município
A primeira sesmaria de que se tem
notícia na costa sul, onde hoje se encontram os bairros das praias de Guaecá até Boracéia, foi doada, em
Seguem trechos desses pedidos de sesmaria.
“Além dessa, que divisava com o lugar denominado Itaco-Toque (
Toque-Toque )
...lhe fizesse mercê dar-lhe um pedaço de
terra que é nesta costa indo de aqui...........São Sebastião onde chamam Ipianameima que começa a partir do Pirai que das ilhas de Boiguassucanga
estava na terra firme e iria acabar na ponta do Toque.........
Outra de Gonçalo Pedrosa, ainda no ano de 1608:
.....na terra firme de .......te da ilha de São
Sebastião que está nos mattos..............lograr e aproveitar o qual pedaço de terra começará da ponta
do Toque-Toque onde acaba................que tem Diogo
Rodrigues e Antônio Adorno que Deus tem.........” (12)
Porém, não há notícia de uma
grande ocupação nessas áreas, com exceção da praia do Guaecá, onde os padres do
Convento do Carmo de Santos se estabeleceram formando um engenho de açúcar com mais de 80
escravos, em sesmaria doada em 1608. Alguns resquícios dessa fazenda ainda
existem, mas muito modificado, somente como marco do local. Aí os padres
carmelitas enfrentaram uma revolta de escravos e disputas de terras com
posseiros, os quais trataram com agressividade, como se pode ver a seguir.
“Tendo algumas pessoas requerido ao Juiz certa parte da fazenda,
alegando que os religiosos a haviam dado a seus antepassados – desde a ponta do buraco do bicho até
a Cruz – contra isso imediatamente protestou o Prior, frei Antônio Inácio,
dizendo: - ser falso porque esses miseráveis que maliciosamente requererão o
buraco chamado do bicho nada tem nessa Fazenda e unicamente lhes foi concedido
em outros tempos ahi viverem por esmola, enquanto
quiséssemos. “(13)
Sobre o citado buraco do bicho
corre uma lenda na região que tem origem no século XVI:
Existia na toca do bicho do Guaecá um terrível
monstro marinho. Quando passavam ao largo as naus e caravelas saía o monstro
serpente da toca e mergulhava no mar, onde atacava as embarcações e devorava os
marinheiros. Estando o padre Anchieta a caminho de Ubatuba, a partir de Santos,
onde iria tratar a paz com a confederação dos tamoios, resolveu desembarcar um
pouco antes do Guaecá e seguir à
pé. Chegando na toca por ela foi entrando e diante do bicho rezou e lhe
aspergiu água benta, o monstro se contorceu todo e saiu da toca fazendo
terríveis barulhos e se jogou ao mar, onde vomitou os marinheiros e nunca mais
apareceu, ficando o lugar em paz novamente.
A documentação sobre a doação aos
carmelitas foi transcrita pelo sexto tabelião ,
sucessor de notas da cidade e comarca de Santos, onde constam as informações de
“uma doação extraída do livro do tombo, a
fls. 5 v, e pertencente ao Convento de
Nossa Senhora do Carmo, da Vila, hoje cidade de Santos – translado da
carta de data das terras da Ilha de São Sebastião pertencente ao convento de
Nossa Senhora do Carmo da Vª de Santos – Gaspar Conqueiro ouvidor com alsada nesta
Capitania de São Visente Santo Amaro locotenente e procurador bastante do senhor da Lopo de Souza, Capitão e Governador por el
Rey Nosso Senhor das sobreditas capitanias etc. Aos
que esta minha carta de data de terras de cesmaria
virem Cõtº dela com direito pertencer, faso saber que o Reverendo Pedro Francisco Antonio dalfacia religioso da ordem de nosa
Senhora do Carmo vigilante e superior do Convento que estava situado nesta Vila
do Porto de Santos me fez petição que avia dezoito anos que os padres da dita
ordem tinha fundado mosteiro
nesta Vila e residido nela servindo a Deos e a sua Magestade e moradores dela em tudo o que se avia
administrando os santos sacramentos da Santa Madre Igreja com grande vontade e
amor, e porque os ditos padres do dito convento se sostentão
com as esmolas dos moradores por serem as terras em que os ditos moradores labram muito fracas as terras, digo, fracas e assim os
ditos padres pasarão muita necessidades a qual os
obriga a pedirem que em nome do dito Senhor Lopo de
Souza como seu locotenente e procurados bastante lhes
fisese merse i esmola em cocorelos com lhe dar hua legoa de terra em coadra tanto de
comprido como em coadra, meã légua na terra firme de
fronte da ilha de São Sebastião partindo
com a data dos filhos de João Baptista Malio e outra mea legoa em a ilha de São Sebastião, partindo com a data dos
sobre ditos e que sendo qualquer outra parte que por dar estivese
porque para sustento dos ditos padres e da gente de serviso
do dito convento lhe era necessario faser mantimentos e tirar madeiras para a igreja e sacristia do dito convento e receberia
esmola e merce segundo o que tudo mais largamente na
dita petisão se continha havendo eu respeito ao que
dito e , ei por bem e lhe faso merce
para o dito convento da dita hua legoa
de terra que pede asim e da maneira que na dita petisão alega se dada não for porque sendo correra avante e
se entendera onde por dar estivese para que as gosem e laborem os ditos padres do dito convento
com suas que são por virtude desta carta com todas suas entradas e saidas e lograndoas sem estrobo de pesca algua libre e foras de todo o tributo e pensão somente
se pagara dizimos a Deos
nosso Senhor de todos os frutos que se nelas colherem esta merce
faso em nome do dito governador Lopo
de Sousa pelos largos poderes que para isso lenho os quais estão registrados
nos libros das camaras
destas vilas desta dita Capitanias como por elas consta e para certesa lhe mandei passar a presente carta por mim asinada e sellada por João
Antonio Malio escrivão das datas nas sobreditas
Capitanias aos vinte e oito dias do mes de Abril , ano
do senhor de mil e seissentos e oito...”(14)
Além desta primeira doação de
sesmaria o Convento do Carmo de Santos recebeu outras doações aumentando sua
área, sendo que em 1632 recebe doação do Conde de Monsanto
de terras desde o Rio Pereque-mirim (Toque-Toque) até
a Ponta das Canoas; em 1719 recebem de Diogo Pereira de Aguiar e sua mulher
Dona Izabel Frias 500 braças na área do Buraco da Serpente ou Bicho em direção
ao Barequeçaba.
Legítimos possuidores das terras,
os carmelitas instalam na região a chamada Fazenda Guaecá , estabelecendo uma
unidade produtiva, sem o objetivo primordial de unidade conventual ou litúrgica,
ao contrário dos franciscanos que estabeleceram um convento e igreja de bom
tamanho no outro extremo da Vila.
Destacou-se na região como
propriedade agrícola, sendo que na virada do século XVIII para o XIX atingiu o
seu auge econômico.
Antonio Paulino de Almeida, em
seu livro “ Memória Histórica Sobre São Sebastião” coloca
que “ano de 1835, segundo afirmava o Juiz
Municipal João Martins d’Val, baseado nas informações
do alferes José Betancourt,
media a referida propriedade três mil e quatrocentos braças de frente ou
testada , sendo as suas terras muito boas ao centro e inferiores nos extremos
tanto para o norte coma para o sul.
Nesse ano, além de numerosa escravatura, possuía ainda a Capela de
Nossa Senhora da Luz, a grande casa da comunidade co várias salas e armazéns;
casa e hum engenho bem construído, de
fabricar agoardente, com dous
alambiques, tres carros e todos os mais pertences,
que foram então avaliados por dous contos de reis; huma propriedade de casa, com olaria de fazer telha,
contendo dous fornos, por duzentos mil reis; huma propriedade de casa, com fabrica de fazer farinha, contendo huma roda movida a agoa, tambem no valor de duzentos mil reis.
Além disso, existiam vários ranchos cobertos de telhas, muitas canoas
grandes, gado, etc.
A Capela de Nossa Senhora possuía boas alfaias, objetos de ouro e prata
e paramentos diversos, bem como várias imagens, entre as quais se destacavam as da Santa
Padroeira e outra do Senhor Crucificado.
Para que possamos melhor compreender o seu alto preço é bastante dizer
que apesar do valor irrisório dado a cada um do móveis,
imóveis e semoventes, atingiu dita avaliação a importância de 29:070$000,
precisando notar-se que na mesma não está computado o valor das terras, mas tão
somente dos prédios.
E para que pudesse alcançar esse total era a Capela de Nossa Senhora
calculada em duzentos mil réis; treze cabeças de gado em duzentos e sessenta
mil réis e assim por diante.
Como vimos em outro capítulo, a referida
Fazenda possuía no ano de 1811 oitenta e quatros escravos e noventa na ocasião
em que foi inventariada.
A 3 de
dezembro de 1864 insurgiram-se os escravos da Fazenda que pertencia ao convento
do Carmo, assassinando o administrador Teixeira Andorinha e produzindo
ferimentos na pessoa do camarada Pedro Vitório de Oliveira.
Era o mesmo atentado dirigido
também contra o Prior, Frei Manuel de São Vicente Ferrer, que
milagrosamente pôde escapar, internando-se na mata, onde depois foi encontrado
pelo delegado de polícia, que, sem demora, havia partido para o lugar da
sublevação . acompanhado da fôrça
de que, na ocasião pôde dispor.
Aí chegando, conseguiu a autoridade
refrear o movimento, fazendo prender todos os escravos revoltados e por a ferro os chefes principais.
Instaurou-se o compentente processo, sendo pronunciados quatro dêles.” (15)
Fica claro assim, que os carmelitas se preocuparam mais com a produção
e escoamento, dada a localização estratégica, a beira-mar, do seu engenho, e
menos com sua posição na Vila, não deixando aí uma sólida construção de
convento e igreja, como fez a Província Franciscana.
Pode-se dizer que a revolta da segunda metade do século XIX marca o
período de decadência da propriedade, sendo pouco conhecida sua história no
início do século XX, quando toda a região viveu um período de extrema pobreza.
Em
Fato
é que essas sesmarias não se desenvolveram, sendo a região pouco ocupada até a
segunda metade do século XX, quando foi aberta a estrada Rio-Santos.
No século XVII se erigiu a Capela
de Nossa Senhora da Conceição em Boiçucanga, onde
surgiu o maior núcleo da costa sul, um povoado entorno da capela e fazendas de
café e aguardente no século XIX
As fazendas e engenhos que existiram na costa sul foram
poucas e esparsas não deixando resquícios de sua existência.
7.7 – Ocupação caiçara
Com a decadência dos engenhos de
cana-de-açúcar e, mais tarde, das fazendas de café, a população da região
diminuiu em grande número no final do século XIX e início do século XX. Grande
parte da população migrou para o planalto, abandonando suas terras e
benfeitorias, engenhos de aguardente, na sua maioria.
Domina a partir de então o
sistema de posses em toda a região, com exceção da área urbana central. Nas
praias da costa norte e costa sul é comum encontrar o seguinte: as famílias vão
ocupando as terras de forma não planejada, os filhos constróem suas casas nas
terras dos pais e fazem suas roças de meia nos sertões. Daí surgem as vilas caiçaras, caracterizadas por conjuntos de casas sem
muros, construídas de pau-a-pique ou tijolos.
Essa população se voltou para a
pesca artesanal e a roça de mantimentos, principalmente a mandioca, uma
tradição que sempre existiu na região; é sabido que os padres franciscanos e
carmelitas, entre outros senhores de escravos, possuíam escravos com as funções
de pescador e marinheiro, além de manter redes de pesca e outros equipamentos.
Cada praia possuía sua pequena
comunidade, que logo tratava de construir uma capelinha pequena, mas nos moldes
da capela colonial jesuítica, fazendo com que, além do santo padroeiro São
Sebastião, cada bairro tenha seu próprio santo e festas populares dedicadas a
ele.
Esse modo de vida perdurou
durante boa parte do século XX, caracterizando a cultura do município
Com suas comidas típicas como o azul-marinho, prato de peixe
ensopado com pirão de banana verde, o peixe seco com batata doce, e suas danças
como o Caranguejo, a Folia de Reis, a Congada,etc
7.8 – Situação Atual
A
segunda metade do século XIX significou, para as cidades do litoral norte de
São Paulo, um período de estagnação econômica. Tal fato se deve à instalação
das vias férreas que ligavam São Paulo a Santos, ao interior do estado e ao Rio
de Janeiro, desviando o transporte de mercadorias para longe das cidades desta
região.
O deslocamento de eixo econômico
da Província de São Paulo do litoral para o interior,
ocasionou o decrescimento populacional do primeiro. As populações que,
tradicionalmente sempre estiveram ligadas às atividades de exploração agrícola
no litoral, se viram sem condições de dar continuidade às tais atividades.
Assim, donos de fazendas e engenhos deixaram o litoral e rumaram para o
interior; famílias inteiras, especialmente aquelas bem posicionadas
socialmente, foram se estabelecer na capital. Este decrescimento populacional
se acentuou após o fim oficial da escravidão.
A exploração econômica da região
adaptou-se a situação; as populações voltaram-se para as atividades mais diversificadas
e que garantissem sua sobrevivência imediata, como a pesca artesanal aliada a pequena lavoura de mantimentos, com destaque para a
produção da banana.
A par dos núcleos caiçaras
voltados para a pesca e agricultura de subsistência, no centro de São Sebastião
encontramos também um segmento da população mobilizado em torno de atividades
tipicamente urbanas: profissionais ligados a prestação
de serviços, como agenciadores das Companhias de Navegação, pedreiros,
marceneiros, serviços públicos, comerciantes, professores, etc.
Até 1930 pouco se contava com o
acesso por terra, somente com a abertura da Rodovia dos Tamoios, ligando
Caraguatatuba ao Vale do Paraíba, a situação começa a se modificar; antigas
trilhas são melhoradas facilitando o acesso ao futuro porto.
Reivindicação constante aos
políticos da região, a construção do porto era vista pelos habitantes de São
Sebastião como solução para falta de recursos. Contando com 6677 habitantes em
1929 e 7340 em 1938, o município viu seu porto construído a partir de 1935.
Porém, em pouca coisa a vida do local mudou, visto que a
proximidade com o porto de Santos impedia um crescimento maior deste
porto.
Assim, quando a Petrobrás
instalou-se no município encontrou uma situação muito semelhante à da década de
30. Marcados por este período de decadência, a chegada da empresa, em tempos de
ditadura militar, foi vista como uma possibilidade salvadora de crescimento e
fonte de empregos.
Com a instalação da Petrobrás, a partir dos anos 60
do século XX, a relação com a terra muda, principalmente na região central.
Toda a área antes ocupada com roças e chácaras é desapropriada pela empresa
para construção do pátio de tanques de armazenamento de petróleo de apoio ao
píer atracadouro de navios, que trazem o Petróleo do Oriente Médio para o
Brasil. Para acomodar o crescimento da população, surgem loteamentos populares,
construções de casas padrão pelo governo federal, tipo BNH. Além da ocupação de
áreas que não eram consideradas centrais, hoje já o são, surge o bairro de
migrantes, a Topolândia, local pouco ocupado por
tradicionais famílias caiçaras, que aí criavam gado e possuíam seus ranchos de
pesca. Afastado do centro cerca de
A partir das décadas de 70 e 80,
com a melhoria da rodovia que liga São Sebastião a Santos, surge a exploração
turística, principalmente na costa sul do município. Há uma nova mudança quanto
ao uso da terra, as populações costeiras vendem suas posses e passam a habitar
o sertão. A faixa
de marinha e adjacente são ocupadas
então por casas de veraneio, e mais tarde, por condomínios fechados. Não há
mais a relação com a terra através das roças, a população caiçara passa a
trabalhar nos serviços ligados ao turismo e uma parcela bem diminuta ainda vive
da pesca.
No início da década de 1990
pode-se notar uma nova vertente, com a arrecadação e repasse de novos impostos
pagos pela Petrobrás, surge um grande aumento populacional; populações de
regiões empobrecidas do Brasil, que vem em busca de melhoria de vida, trabalham
geralmente na construção civil, aumentando a ocupação na área dos sertões e
mesmo áreas da serra do mar.
Sem coordenação e dominado pela sazonalidade, o turismo de verão, vem agravar os problemas
de infra-estrutura urbana do município, que não possui redes de água e esgoto
adequadas. Um futuro sem planejamento para toda a região poderá trazer o
aumento de bolsões de pobreza, formados por populações parcialmente ocupadas
nas temporadas de verão.
Como
todas as áreas de litoral com ecossistema frágil, São Sebastião terá grandes
dificuldades em conter a ocupação desordenada de seu território, correndo o
risco de ver seus recursos naturais desgastados.
Antes
da colonização portuguesa, a região era ocupada por índios Tupinambás ao
norte e Tupiniquins ao sul, sendo a Serra de Boiçucanga
- 30 km ao sul de São Sebastião - uma divisa natural das terras das tribos.
O município recebeu este nome em homenagem ao santo do dia
em que passou ao largo da Ilha de São Sebastião hoje Ilhabela
- a expedição de Américo Vespúcio: 20 de janeiro de
1502.
A ocupação portuguesa ocorre com o início da História do
Brasil, após a divisão do território em Capitanias Hereditárias. Diogo de Unhate, Diogo Dias, João de Abreu, Gonçalo Pedroso a
Francisco de Escobar Ortiz foram os sesmeiros que iniciaram a povoação, desenvolvendo o local com agricultura a pesca. Nesta época a região
contava com dezenas de engenhos de
cana de açúcar, responsáveis por um
maior desenvolvimento econômico e a caracterização como núcleo habitacional a
político. Isto possibilitou a emancipação político-administrativa
de São Sebastião em 16 de março de 1636.
O desenvolvimento econômico prossegue baseado em culturas
como a cana de açúcar. O café, o fumo e a pesca da baleia. O porto local, de
grande calado natural, era utilizado para o transporte de mercadorias a também
pelos navios que faziam o transporte do ouro das Minas Gerais, a também por
piratas a contrabandistas. Na metade do século XIX a região tinha fazendas,
onde 2.185 escravos produziram 86 mil arrobas de café no ano de 1854.
A economia
sebastianense entra em declínio com a abolição da escravatura e a abertura da
ferrovia Santos-São Paulo, o que aumentou a saída de
mercadorias pelo porto de Santos. É quando passam a predominar a pesca
artesanal e a agricultura de subsistência, com pequenas roças de mandioca,
feijão a milho, características das comunidades caiçaras isoladas mesmo nos
dias de hoje.
Nos anos 40,
implanta-se a infra-estrutura portuária e nos anos 60 a Petrobras
instala o Terminal Marítimo Almirante Barroso/TEBAR,
com capacidade de atracação para navios de até 400.000 toneladas. Esses fatores
tornaram-se decisivos para a retomada do desenvolvimento econômico.
A "descoberta" de São Sebastião como destino turístico ocorre após a abertura da rodovia Rio-Santos no final dos anos 70, proporcionando ao município mais uma oportunidade de desenvolvimento, agora baseada no turismo. De maneira controlada e ecológica, o turismo hoje é a vocação assumida pelos sebastianenses como forma de movimentar sua economia.
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A Igreja Matriz é um marco
na história do povo caiçara, sendo um importante símbolo de religiosidade e
desenvolvimento do município de São Sebastião. Em 1603 e 1609, com a doação das
terras localizadas em frente a ilha de São Sebastião (Ilhabela) aos sesmeiros, foi
cedido um terreno ao Santo Padroeiro local para ser erguida uma capela. Ainda
no século XVII, a igreja foi construída com pedra, cal de conchas e óleo de
baleia, em estilo jesuítico com composições renascentistas, moderadas e
regulares, imbuídas do espírito severo da Contra- Reforma.
O frontão reto, triangular, mostra a transição entre o Renascimento e o
Barroco, e a capela- mor - mais estreita - é o modelo
mais comum no Brasil colonial.
A cidade foi sendo formada ao redor do prédio, onde ruas e casas permanecem até
hoje originando um importante centro histórico, com 7
quarteirões tombados, a partir de 1970, pelo Condephaat
- Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arquitetônico, Artístico e
Turístico do Estado de São Paulo.
Com o desenvolvimento do
povoado e o reconhecimento da capela, o município de São Sebastião foi elevado
à categoria de vila e, em 1798, após a implantação da Casa de Câmara e Cadeia -
atualmente sede do 2º Batalhão da Polícia Militar -, os moradores começaram a
discutir a necessidade da reforma da igreja.
A primeira grande reforma
ocorreu em 1819, custeada com recursos locais. Novas intervenções ocorreram no
século passado, nas décadas de 20 e 40, quando foi substituído o altar- mor e a madeira por alvenaria.
A matriz ganhou vitrais em 1950 e três anos depois os altares laterais foram
trocados por altares de marmorite e gesso. As
modificações continuaram em 1992 quando foram demolidos os altares de cedro.
O trabalho de restauração
da igreja matriz resgatou a história da construção do prédio, assim como a
existência de ossadas de pessoas enterradas no século XVIII debaixo do piso da
igreja. Segundo o arqueólogo Wagner Gomes Bornal , que
acompanhou a obra, era comum as pessoas serem enterradas na igreja, já que
naquela época não havia cemitérios. Com as escavações também foram encontrados
sinais do piso construído no século XIX e marcas na parede identificando
antigas janelas.
E foi justamente durante a reabertura de três janelas na capela mor, que haviam
sido fechadas em reforma anterior, provavelmente realizada na
década de 20, que o ajudante de pedreiro, da empresa Fazer, Damião
Gadelha, encontrou valiosas imagens sacras do século 17.
As peças são de terracota, pintadas, e representam o primeiro período da
igreja.Das seis imagens encontradas, quatro estão em bom estado de conservação
e são passíveis de restauro – uma delas, a de Santa
Luzia, está datada – 1652. As outras imagens são: uma Nossa Senhora com menino,
com cerca de 1500 m de altura; um Santo Antônio e um santo "Bispo",
ainda desconhecido.
Também foram encontrados fragmentos de um Cristo crucificado e de uma imagem de
São Sebastião. A descoberta desse tesouro aumenta ainda mais o mistério sobre o
que teria levado alguém a emparedar imagens de imenso valor histórico na igreja
matriz.
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Mapa
Ilustrativo - Região Central
1.
Centro de Info. Turísticas/SECTUR
Av. Altino Arantes, s/n
2.
Igreja Matriz
3.
Correio
4.
Teatro Municipal
Av. Altino Arantes, s/n,
Centro
5.
Casa de Câmara e Cadeia
6.
Câmara Municipal
7.
Prefeitura de São Sebastião
R. Sebastião Silvestre Neves, 214, Centro
8.
Terminal Rodoviário
Pça. Ver. Venino Fernandes
Moreira
9.
Balsa São Sebastião/Ilhabela
10.
Cais do Porto
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Lei n° 19, de 18 de Agosto de 1969.
O escudo clássico flamengo-ibérico, também chamado “escudo português”, foi
adotado para representar o brasão de São Sebastião, como evocativo de nossa
origem lusitana.A coroa mural de prata é o símbolo de autonomia municipalista, com oito torres, mas apenas cinco são
visíveis, classificando a cidade como a segunda grandeza, ou seja, sede de comarca .A cor bláu azul, em
heráldica simboliza a justiça, a nobreza, a perseverança e a lealdade,
predicados do povo sebastianense, tantas vezes testemunhada na evolução
histórica da cidade. A cena representada no campo do escudo, com a bombarda a disparar surriadas de artilharia sobre um navio
corsário, é um evocativo histórico da participação de São Sebastião na defesa
do nosso território contra as arremetidas dos corsários holandeses e franceses
nos séculos XVII e XVIII. Os escudetos em chefe têm o
seguinte significado: o primeiro da direita para a esquerda do escudo, traz o
sol do ouro das armas dos Ortiz e o xadrezado dos
Cotrim, referindo-se aos fundadores de São Sebastião, Francisco de Escobar Ortiz e sua mulher D. Ignes de Oliveira Cotrim. O segundo escudeto,
a unha de leão dos Unhates e a aza dos Abreu,
recordam as pessoas de Diogo de Unhate, o sesmeiro povoador eminente de São Sebastião
e a João de Abreu, também sesmeiro
e povoador primitivo. O terceiro escudeto central,
maior que os demais, traz as três flechas ensangüentadas, atributivas de São
Sebastião, orago da cidade. No quarto escudeto a
flor-de-lis e a Cruz Vermelha dos Bocarros referem-se
aos bandeirantes João Leite da Silva Ortiz e Estevam Raposo Bocarro. No quinto
e último escudeto, o globo dos Fialho
e as arruelas dos Dórias evocam as personalidades do
Padre João de Faria Fialho, nome de maior relevo na
história das descobertas auríferas de Minas Gerais e o Padre Manuel de Faria
Dória, civilizador da região sebastianense. Os dois tenentes evocam o povoamento quinhentista, simbolizado no homem de armas português
e co-participação dos sebastianenses no grande movimento das Bandeiras,
representados pelo grande sertanista. Os suportes, hastes de cana, aludem a indústria açucareira, primeira da região. A divisa ainda
reforça a lembrança do papel representado por São Sebastião na defesa do
litoral paulista, na época Colonial e até a Imperial, quando da Guerra
Cisplatina.
Glossário:
------------------------
Blau:
------------------------
Flanco Dextro:
------------------------
Sable:
------------------------
Surriada:
------------------------
Goles:
------------------------
Sinople:
------------------------
Paquife:
------------------------
---------------------------------
a cor azul nos brasões
---------------------------------
lado direito
---------------------------------
a cor negra nos brasões
---------------------------------
descarga de canhões
---------------------------------
antiga espada
---------------------------------
cor verde nos brasões
---------------------------------
folhagem nos brasões
![]()
Com a promulgação da emenda 001/2005 à Lei
Orgânica, o município de São Sebastião oficializou em junho de 2005 a obra “O
Peixe”, da artista plástica Leslie do Amaral, como símbolo turístico do
município. O projeto de autoria do Executivo ratifica a popularidade de uma
obra de arte adotada pela comunidade desde 1998. A intenção da Prefeitura é que
o símbolo se torne uma marca visual da cidade. “Não queremos uma logomarca que
seja usada apenas durante a administração. A proposta é que a imagem do peixe
se torne uma identificação visual do município que perdure independente da
mudança de administração”, afirma o secretário de cultura e turismo, Julio
César Elias Buzi. A idéia é utilizar o logotipo do
“peixinho estilizado” para realização de eventos e divulgação turística da
cidade. Já o brasão do município será usado em documentos oficiais e decretos.
Tudo começou quando Leslie ofereceu um almoço para mais de quarenta pessoas e
um dos convidados, o representante da regata Whitbread
no País, Klaus Peters, encantou-se com os quadros
expostos na casa e perguntou se ela não poderia fazer o símbolo da competição,
que deveria ser uma obra de arte. O peixe não só virou símbolo oficial da
competição, como também de São Sebastião, cidade onde se realizou a regata.
Depois, o quadro, batizado de “Peixe Whitbread”,
passou a estampar camisetas, bonés, cartões etc. A obra foi doada pela artista
para a Prefeitura da cidade, que a levou a leilão. Quem comprou a obra, que mede
1mx1m, foi o seu marido, o publicitário Wellington Amaral, por uma quantia de
11 mil dólares. Os fundos arrecadados foram revertidos em obras beneficentes na
região. Segundo Leslie, seus quadros traduzem toda a força, movimento e cores
dos oceanos e seus habitantes.
Em 1999, o então prefeito de São Sebastião, João Siqueira, baixou um decreto de
nº 2246/99, que instituía o “peixe estilizado” como símbolo turístico do
município.
A artista plástica disse que estava descontente pois a
imagem não estava mais sendo valorizada pelo município e que nos últimos anos
ela chegou a ser plagiada em outras cidades. “Eu acho legal a iniciativa de
reutilizar a obra, apóio! Espero que essa administração possa tomar alguma
providência em relação ao quadro, pois está sendo plagiado em vários lugares,
como Bahia, entre outros”, desabafou.
Histórico da Artista
Leslie Amaral nasceu em São
Paulo, capital, e sua infância, conduzida por sua avó que era pintora amadora,
aprendeu a apreciar as artes em geral e em especial a pintura. Na adolescência
começou a pintar, mas não se sentiu suficientemente segura para iniciar uma
carreira. Abandonou os pincéis e as telas e veio reencontrá-las somente muito
mais tarde, aos 34 anos de idade. Foi nessa época que resolveu aprender
técnicas de pintura com um dos mais renomados artistas plásticos de São Paulo.
Seu trabalho cresceu, mas ainda assim percebia que faltava-lhe
algo, pois não conseguia transferir para a tela suas emoções enquanto pintava.
Sentia-se engessada, obrigada a seguir a mesma trilha
da maioria. Foi então que resolveu abandonar todos os dogmas das escolas de
arte e seguir um rumo distinto, desenvolvendo a sua própria técnica, criando a
sua própria tendência. Livre para criar, usando e abusando das cores fortes e
vivas, conseguiu finalmente traduzir nas telas toda a sua paixão por aquele
que, por toda a vida, tem sido seu verdadeiro quintal: o mar.
Composição: José Geraldo Lemos da Silva
DESDE OS TEMPOS DAS CAPITANIAS
PRIMÓRDIOS DESTA IMENSA NAÇÃO
SOB A HISTÓRIA, QUE É TÃO LONGÍNQUA
DESBRAVARAM E POVOARAM ESTE CHÃO
AZULADO POR UM LAGO NATURAL
E PELA VERDE SELVA EM COMUNHÃO
COM AREIAS MORNAS DE UM JARDIM TROPICAL
TUDO ISSO É NOSSO SÃO SEBASTIÃO
Refrão
POR DEUS, SOMOS
PRIVILEGIADOS
SEMPRE VISITADOS POR QUEM SEMPRE
QUER VOLTAR
SÃO SEBASTIÃO, ÉDEN DE FELICIDADE!
ATÉ COM A POSTERIDADE QUE O PRESENTE
QUER LEGAR
SEM MENOSPREZO AOS HERÓIS DO PASSADO,
UM POVO ENTUSIASMADO QUE FEZ DESTE LUGAR
PARAGEM OBRIGATÓRIA DE BARQUEIROS E TROPEIROS,
MERCADORES, MENSAGEIROS,
DA TERRA E DO MAR
SEM MENCIONAR TANTOS FEITOS DE OUTRORA
E OS DE AGORA NÃO SE PODE NEGAR
É QUE POR AQUI O OURO METAL PASSOU,
O OURO VERDE PAROU, PARA O OURO
NEGRO CHEGAR
Refrão
POR DEUS, SOMOS
PRIVILEGIADOS
SEMPRE VISITADOS POR QUEM SEMPRE
QUER VOLTAR
SÃO SEBASTIÃO, ÉDEN DE FELICIDADE!
ATÉ COM A POSTERIDADE QUE O PRESENTE
QUER LEGAR
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O município de São
Sebastião tem sete quarteirões e vários outros edificios
tombados isoladamente pelo Condephaat (Conselho de
Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico a Turístico do Estado)
desde 1969. Entre as construções mais significativas do centro estão a Igreja Matriz, a Casa de Câmara a Cadeia e a Casa Esperança.
A Matriz foi originalmente implantada no século XVII, mas a construção atual
data do século XIX. O prédio em taipa, mantém
características da influência jesuítica.
A Casa de Câmara a Cadeia tem as características da arquitetura do século XVII, similar a outras existentes em Minas Gerais. Ali funcionou o pelourinho, que existia até algumas décadas atrás.
A Casa Esperança é a
construção histórica mais nobre do município, feita em pedra e cal, com
argamassa de conchas, areia e óleo de baleia e é tombada também em nível
nacional, pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).
As pedras que ornam as esquadrias - vindas prontas de Portugal - e as pinturas
no teto demonstram uma riqueza que não era comum nas construções da época em
São Sebastião, que nunca foi um município rico como Paraty, por exemplo. É
exemplarmente mantida por particulares.
Também na rua da Praia, ao lado da Casa Esperança, está a
sede da Secretaria de Turismo, Esportes e Cultura, construção do início do
século XX e que abrigou o primeiro grupo escolar da cidade. O sobrado do antigo
Hotel Praia também pode ser visto dois quarteirões adiante, mas hoje encontra-se com manutenção precária por parte de seus
proprietários.
Ainda no centro, na rua
Sebastião Silvestre Neves, está a capela de São
Gonçalo. Recém recuperada, e que sedia o Museu de
Arte Sacra. A Casa Dória, construída em 1906 próximo à praça
Antônio Argino é um exemplo de transição entre
a arquitetura colonial e a modernidade e abrigou uma das famílias mais
tradicionais da cidade, os Dória. A Sede da Divisão de Patrimônio
Histórico-Cultural da Secec está no sobrado da Praça
da Matriz, uma construção do século XIX.
Fora do Centro estão dois importantes exemplos do nosso patrimônio: o Convento
de Nossa Senhora do Amparo e a Fazenda Santana. O convento, no bairro São
Francisco, é o prédio mais antigo do município, datando do século XVII. A
Fazenda Santana, no Pontal da Cruz, teve sua primeira sede construída no século
XVIII; a de hoje é uma reconstrução. Seu aqueduto, herança dos tempos em que a
Fazenda foi engenho de cana, também merece ser visto.
Datadas em sua maioria do início do século, as capelas caiçaras nas praias
também merecem ser visitadas como representantes do
patrimônio cultural sebastianense. Elas estão protegidas por lei e algumas,
como as de Barra do Sahy, Maresias, Toque Toque Grande e Pequeno ainda
guardam muito da singeleza de suas construções originais.
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Os franciscanos
instalaram-se, em 1650, no atual bairro de São Francisco, onde fundaram o
Convento de Nossa Senhora do Amparo; trata-se de uma construção com fachada
típica das Igrejas Franciscanas deste período.
O interior da construção também apresenta características comuns às Igrejas
mais simples da época colonial.
Nave única, capela-mor separada da nave por arco-cruzeiro. A construção
demonstra solidez das construção em pedra, com
ornamentação, vergas, obreiras e cunhais em pedra.
Como características temos:
Galilé - arcos formando a galeria de entrada; pouca ornamentação
da fachada, frontão triangular, mas suavizado com formas curvas, pode ser
considerado um "Barroco Pobre".
Cruzeiro - defronte a fachada da Igreja, comum na implantação
franciscana. Os franciscanos eram conhecidos pela riqueza de suas Igrejas,
principalmente por seus entalhes de madeira em ouro.
Igreja Matriz de São Sebastião
Prédio em pedra entaipada construído
em fins do século XVII, foi reconstruído por volta de
1819. No final do século XVIII a Matriz já se encontrava em mau estado de
conservação: em vistoria de mestres - pedreiros constatou-se que na construção
em taipa e alicerce em pedra foi usado barro e areia,
mas muito pouco ou nenhuma porção de cal. A partir de 1819 a Igreja possui o
mesmo aspecto de hoje, salvo algumas reformas laterais e internas. Pode-se
considerar que sua fachada e planta baixa possuem inspiração jesuítica (em seu
frontão triangular, apenas uma porta principal, nave separada da capela-mor por
arco cruzeiro comuns nas Igrejas mais simples dos setecentos).
Casa da Câmara
Símbolo da
autoridade instituída, a Casa de Câmara e Cadeia de São Sebastião acompanha carcaterísticas da arquitetura civil do século XVIII:
fachada simétrica, onde a porta central é flanqueada por dois tramos de janelas iguais de cada lado.Guarda ainda aspectos
comuns a esse tipo de prédio público da época como a escada do lado externo.
Casas de Câmara com telhados de quatro águas e arcaria no pavimento térreo são
comuns em Portugal do século XVI ao XIX.
A Casa de Câmara e Cadeia de Mariana (MG), por exemplo,
possui as mesmas características de São Sebastião. Uma comparação mostra a simplicidade plástica da última, que possui cunhais, cornijas em
estuque e quase nenhuma ornamentação.
Por suas características arquitetônicas e construtivas, a
Casa de Câmara e Cadeia de São Sebastião pode ser da segunda metade do século
XVIII.
Além disso, toda Vila com poder instituído deveria
possuir sua Casa de Câmara e Cadeia. Ao lado desse edifício ficava o
pelourinho, um dos símbolos do poder colonial.
Casa
Esperança
Testemunho da prosperidade de São Sebastião na segunda metade do século
XVIII, a Casa Esperança possui a maioria dos aspectos característicos da
arquitetura civil e urbana do século XVIII. Sua construção é em pedra e cal,
técnica que usa argamassa de cal e areia.Apresenta distribuição comum à época:
andar térreo - saguão de entrada e escada, loja com depósito, peças para
trabalhos domésticos ou guardados; sobrado grande, sala de frente em
comunicação direta com a varanda da fachada, corredor central com fileiras de
alcovas, salão de jantar e de estar com escada externa para o quintal e cozinha
nos fundos. A fachada também é típica do século XVIII, possui disposição
simétrica e ornamentação em pedra. O teto das salas principais é chamado
"teto de gamela ou de armação", possui pinturas originais nas três
salas nobres da frente, com paisagens cariocas do século XIX. As peças em pedra
são símbolo de riqueza; algumas vinham de Portugal.
Fazenda Santana
É um
exemplo de engenho de açúcar. Construída em 1743, possui um sobrado de pedra
entaipada, que abriga a residência, a Capela ornamentada com pinturas
trabalhadas em ouro. A propriedade compreende também um aqueduto de pedra,
senzalas, um canavial, zonas da mata para lenha, pastos onde todo trabalho era
feito por mão-de-obra escrava. É uma propriedade particular, mas com permissão
dos donos pode-se visitar a casa grande, e demais dependências da fazenda,
inclusive a antiga "Casa da Farinha" com o tombo d’água, roda de
fábrica e pilões. Dia 26 de julho é realizada a "Festa de Santana",
padroeira da Fazenda.
Capela de São Gonçalo - Museu de Arte Sacra
Em 1969, o CONDEPHAAT (Conselho de
Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Arqueológicoe
e Turístico do Estado de São Paulo) tombou a Capela de São Gonçalo. Seu
precário estado de conservação, fez com que, em 1980,
fosse instalado o Museu de Arte Sacra de São Sebastião.Cerca de dez anos
depois, a falta de manutenção adequada fez com que a Capela e os equipamentos
do museu necessitassem de obras novamente. Com a criação de uma estrutura
municipal, em 1992, foi possível iniciar um trabalho de restruturação
do Museu. Em 1996, com o apoio de técnicos do IPHAN (Instituto de Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional), o trabalho foi concluído.
As obras realizadas em 1996 procuraram devolver a integridade
do monumento, sanando problemas de fissuras, cobertura, ataque de insetos
xilófagos. Alguns elementos, como o altar-mor, o piso e telhamento
devem ser objeto de futuras restaurações. A doação de novas peças, a
recuperação da Porta do Passo e a colaboração da Igreja Matriz tornaram
possível a revitalização do acervo. Sendo assim, foi devolvido à comunidade um
novo, mais atraente e significativo Museu de Arte Sacra.
Casa de
Leis
A Casa de Câmara e Cadeia de São
Sebastião remonta ao Séc. XVIII, edifício assobradado,
em pedra e cal, de arquitetura típica de prédios públicos portugueses. No
pavimento superior instalava-se a Câmara, já na parte térrea a Cadeia, onde
ficava a Alcaidaria - Justiça. Até então o Conselho
se reunia no Salão Paroquial ou em casa de algum político. O atual prédio da
Câmara foi construído para ser residência e possui características típicas do
séc. XVIII, construído em pedra e cal, foi alterado na déc.
50 com a troca de vitrôs e na déc.
de 80 foi totalmente descaracterizado.
Até 1920 a Câmara Municipal funcionava na antiga Casa de
Câmara e Cadeia, hoje 20º Batalhão da Polícia Militar, a partir de 1921 com a
aquisição deste prédio atual conforme Certidão do Registro de Imóveis, a Câmara
ocupou até sua dissolução na déc. de
30, quando a Prefeitura passou a ocupá-lo. A partir de 1945 a Prefeitura e Câmara
dividiram o espaço até a déc. 60 com a mudança do
poder executivo e para a R. Sebastião Silvestre Neves.
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A Reserva possui uma área de
948 hectares, que ainda não foi demarcada oficialmente. O processo de
demarcação de terra está sendo desenvolvido já, em outros Estados. No local a
FUNAI - ( Fundação Nacional do Índio ), desenvolve
suas atividades há 13 anos, com uma administração efetiva.
Localização : A Reserva Indígena Guarani do
Rio Silveira está localizada na Mata Atlântica e faz divisa com os municípios
de Bertioga e São Sebastião. Situada na Região Sul do município no bairro de
Boracéia, distancia 60 KM aproximadamente do Centro Histórico de São Sebastião.
População : A comunidade indígena hoje possui 260
(duzentos e sessenta), na faixa etária dos seguintes segmentos: crianças,
adolescentes, adultos e idosos, sendo predominante as crianças, de 0 à 15 anos.
Este número de pessoas, formam 50 ( cinqüenta)
famílias, que estão divididos em 5 pequenos grupos nos 948 hectares de terra,
pois desta forma podem garantir, a área que estão povoando. Cada grupo possui
em média de 09 ( nove ) a 11 ( onze ) famílias. Cada
grupo tem seu líder, que tem em conjunto com o Cacique formam a
liderança geral da comunidade. Nada é resolvido sem
que seja passado para cada grupo.
Cultura : Mesmo com a invasão do branco nas
comunidades indígenas, seja para apoiar ou por curiosos, a cultura indígena dos
Guaranis vem se mantendo, pois sua característica de vida reflete em sua
cultura. Quando acabar a cultura dos índios, é sinal que os índios já se
extinguiram a muito mais tempo.
Na Reserva do Rio Silveira, a cultura vem se mantendo e a
cada evento realizado se reforçando, pois as tradições
indígenas vem sendo passado pelas gerações. Esta comunidade inicia o
Projeto do Centro Cultural Indígena, local onde serão realizadas palestras
sobre a cultura indígena; apresentação de dança e música, exposições de artesanatos
e fotografia, e comercialização dos produtos, agrícolas e plantas ornamentais.
Este projeto já está em andamento, local em fase de terraplanagem.
Em 1998 e 1999, os índios gravaram o CD :
" Memória Viva Guarani" . Em comemoração aos 500 anos do Brasil em
conjunto com outras 03 aldeias de São Paulo. Apoio da Comunidade Solidária/SP; Caixa Econômica Federal e Secretaria de
Estado da Cultura.
Datas Comemorativas
As comemorações realizadas pelos índios, registram sua
cultura e a importância deles em nossas vidas e na história do Brasil
* 19 de Abril – " Dia do Índio" – comemoração e
manifestação;
* 09 de Janeiro – Batizado, realizado uma vez ao ano. Após
batizado as crianças recebem o nome em Guarani.
Moradia
: os índios tem como moradia pequenas
casas construídas em pau-a-pique coberta com palha e ou casas construídas com
madeira da própria Aldeia, coberta com telha estilo " Eternit"
. Não possuem sanitários em suas moradias, utilizam o meio ambiente.Atualmente
a comunidade conta 02 áreas, onde foram construídos banheiros e tanques, em
alvenaria localizadas 02 ( dois ) agrupamentos
diferentes, o que facilita quando recebem visitas de escolas e outros.
Preocupados com esta dificuldade da comunidade, em alvenaria
localizadas em 02 ( dois ) agrupamentos diferentes, o
que facilita quando recebem visitas de escolas e outros.
Preocupados com esta dificuldade da comunidade, FUNAI,
Prefeitura de São Sebastião e C.D.H.U celebraram
convênio do Estado com a Prefeitura beneficiando a Comunidade Indígena do rio
Silveira, com o Programa de Moradia Indígena, sendo este pioneiro no Estado de
São Paulo. Serão construídos 50 (cinqüenta ) moradias,
sendo 01 ( uma ) por família.
O programa ainda inclui o saneamento básico. Preocupados com
a questão cultural, foi desenvolvido projeto específico, para não
descaracterizar da cultura Indígena.
Desenvolvimento Econômico : Os índios vivem economicamente do cultivo e comércio da
produção artesanal de produtos agrícola, plantas ornamentais e o artesanato indígena.
São considerados artesãos e trabalhadores rurais.Os produtos comercializados
são responsáveis pelo desenvolvimento econômico da comunidade e a renda obtida com o comércio dos produtos, são investidos na
complementação da renda das famílias envolvidas na produção.
Saúde : A saúde da comunidade, é de
responsabilidade do município de São Sebastião. Na Reserva possui um
ambulatório médico, com atendimento semanal, com especialista em Clínica Geral
e Pediatria, além de todo atendimento realizado pela Rede Pública de Saúde;
Conta ainda com ambulatório Odontológico, com atendimento diário, através da
FUNASA, ( Fundação Nacional de Saúde ) que contratou
um dentista e uma enfermeira para prestação de serviço na comunidade, o que
reforça a qualidade dos serviços prestados na área da saúde.
Educação : Em abril de 1996, foi inaugurada uma
escola provisória na comunidade, isto após vários anos de reivindicações, o
município de Bertioga, realizou um desejo da comunidade que até então os alunos
freqüentavam escolas da Rede Pública.
Em dezembro de 2000, foi inaugurada a escola permanente,
sendo de total responsabilidade do município de Bertioga, do material escolar,
merenda e os professores. No período de aula, os professores contam com auxílio
de um índio adulto em cada sala, que contribui na tradução do Guarani para o
português e vice-versa facilitando o ensino. Temos aproximadamente 75 alunos
matriculados, entre pré - escola até 4ª série do Ensino Fundamental.
Social : Na área social a comunidade é atendida pela
Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Social, do município de São Sebastião
há 13 anos, onde são realizadas visitas periódicas, pelo serviço social, na
tentativa de atenuar as dificuldades enfrentadas pela comunidade no dia-a-dia.
Agricultura : Na área da agricultura a comunidade
tem apoio de um Engenheiro Agrônomo do Estado, pela CATI ( Coordenadoria de
Assistência Técnico e Integral que presta serviços à comunidade - orientação e
manutenção do plantio e produção agrícola.
" Segundo a FUNAI, a Reserva Indígena
do Rio Silveira é exemplo para comunidades Indígenas, exemplo de que a parceria
pode dar certo e que, com a ajuda das prefeituras dos municípios, a população
recebe assistência para subsistência mantendo o que é mais importante : sua
identidade cultural".
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Possui duas faixas de areias rochosas,
separadas pelo quebra-mar. De pequena extensão, de mar calmo
e cheia de pedras, ela possui uma belíssima vista da orla da região
central. Também é o ponto de partida de canoeiros que levam turistas aos mais
belos pontos da costa. O quebra-mar é o ponto de encontro de diversos jovens
durante todo o dia, além de possuir uma belíssima vista para Ilhabela.
Boa para a prática de: Caiaque, natação, frescobol,
passeios náuticos, entre outros.
Distâncias: São Paulo a 203 km. Acesso: Rod Prestes Maia (SP-055/BR-101 Rio-Santos)
Km 128.
Praia da Enseada
De areias escuras e planas ela tem até 100 metros de águas
rasas mar adentro. Por ser a primeira praia da Costa Norte, ela faz a divisa do
município de São Sebastião com Caraguatatuba e compreende os bairros da Enseada
e Canto do Mar. Por ser rasa em sua extensão e de pouca profundidade, de dia a
praia é freqüentada por caiçaras que pescam e praticam a captura crustáceos.
Também por este motivo ela pouco indicada para o banho de sol e de mar. Seu
encanto está na noite, quando a praia apresenta uma belíssima vista das duas
cidades, especialmente quando a lua toma conta do cenário, refletindo-se no
mar, fascinando a todos que passam pela rodovia.
Boa para: A prática de caminhada, caiaque, kitesurf,
frescobol, entre outros.
Infra-estrutura: Por estar localizada na margem da SP-55 e em um bairro
residencial, podem ser encontradas padarias, bares e alguns
hotéis, pousadas ou flats.
Praia das Cigarras
É uma das praias mais movimentadas da Costa Norte. Com águas
calmas e areias grossas e soltas, ela oferece segurança para toda a família,
principalmente para as crianças. Na orla da praia lindas árvores sombreiam as
barracas que oferecem opções de alimentação ao visitante. Um pequeno Iate Clube
movimenta o local durante a temporada. Cercada pela Mata Atlântica e localizada
em bairro residencial, a praia das Cigarras não pode ser vista da rodovia
SP-55, mas sem dúvida merece diversas visitas!
Boa para: A prática de caminhada, caiaque, natação, vôlei e futebol de
areia, frescobol, entre outros.
Infra-estrutura: Na praia encontram-se diversos ambulantes, que oferecem
alimentação para os visitantes do local. Apesar de estar localizada em um
bairro estritamente residencial, a poucos metros da praia localiza-se um Iate
Clube, que oferece diversos tipos de recepção ao visitante.
Praia da Figueira
Linda praia, localizada logo após o bairro de São Francisco,
mais precisamente perto do convento das freiras. Possui um pier
de madeira contruido pelos pescadores para embarque e
desembarque de peixes, como também para passageiros.
Atrativos:
Possui vários serviços de passeio de escuna, mergulho e pesca.
Praia São Francisco
A praia tem areias finas, mar pouco
agitado e sua orla é decorada por diversas árvores, que proporcionam uma
vista exuberante e transmitem um clima aconchegante. É um reduto calmo e
tranqüilo de pescadores e de artesãos que trabalham com modelagem em barro, de
panelas e potes d’água, conhecidos por “paneleiros”.
A antiga vila caiçara é famosa pela quantidade de histórias que registra em
toda sua extensão, como o Convento Franciscano de Nossa Senhora do Amparo,
fruto da colonização portuguesa, construído entre os séculos XVII e XVIII, um
dos mais importantes monumentos do Patrimônio Histórico da cidade. No bairro
também foram encontradas evidências arqueológicas que auxiliaram para que
houvesse uma melhor compreensão da evolução social, cultural e econômica da
região. Trata-se do Sítio Arqueológico que abrigava uma fazenda dos tempos do
Brasil Colônia, é uma relíquia com mais de 200 anos onde já foram resgatados
milhares de fragmentos de manifestação simbólica da nobreza, do poder militar e
da crença.
Boa para: A prática de frescobol, natação,
pesca, entre outros.
Infra-estrutura: Localizada em um bairro residencial, a praia de São
Francisco possui em sua extensão alguns bares e casas de aluguel. No local está
situado também a Colônia de Pesca do Município, onde são vendidos frutos do mar
fresquinhos caçados pelos pescadores.
Distâncias: Centro a 6 km.
Acesso: Rod Prestes Maia (SP-055/BR-101 Rio-Santos) Km 118.
Portal
da Olaria
De pequena extensão e com areias claras e fofas, a praia do
Portal da Olaria é estritamente residencial. Com águas rasas e mansas, a praia
é mais freqüentada por famílias tradicionais do local.
Boa para a prática de: Caiaque, caminhada, entre outros.
Infra-estrutura: Logo na entrada do bairro encontra-se o Clube do local,
com diversas opções de entretenimento e alimentação para seus associados e
visitantes.
istâncias:
Centro a 4 km, São Paulo a 202 Km.
Acesso: Rod. Prestes Maia (SP-055/BR-101 Rio-Santos).
Praia
do Arrastão
Praia de areias claras, fofas e mar calmo,
voltado para o Canal de São Sebastião. É uma das praias preferidas
daqueles que residem na cidade, pela sua proximidade do Centro (cerca de 4Km) e
pela infra-estrutura que oferece. É muito utilizada para esportes náuticos,
além de ser segura para o banho de mar de crianças. Oferece vista para outras
praias do município e também para a cidade de Ilhabela.
A praia recebe o nome de Arrastão como herança da tradicional pesca realizada
no local.
Boa para a prática de: Frescobol, caiaque,
canoas havaianas, natação, entre outros.
Infra-estrutura: A praia do Arrastão é uma das que possui a melhor
infra-estrutura da cidade. Com diversos restaurantes e opções de hospedagem, o
bairro possui ainda um shopping, com área de alimentação e cinema.
Distâncias: Centro a 3,5 km.
Acesso: Pela Avenida Dr. Manoel Hipólito do Rego.
Pontal
da Cruz
Praia larga, plana, com mar calmo,
onde predominam famílias que residem no município. O local possui uma lenda
sobre a cruz e um abricoeiro que existe sobre os
rochedos que a separam da praia Deserta. Uma trágica história de amor
acontecida há muitos anos, entre uma moradora do Pontal e um rapaz de Ilhabela.
Boa para a prática de: Caminhada, caiaque, passeios de barco, entre
outros.
Infra-estrutura: O bairro tem boa infra-estrutura, com escolas, hotéis e
pequeno centro comercial, com mercearias, mercado, padaria, e hospedagem.
Também é sede de várias garagens náuticas e marinas.
Distâncias: Centro a 2,5 km. Acesso: Pela Avenida Dr. Manoel Hipólito do Rego.
Praia
deserta
Pedregosa, de areia clara e mar calmo, a praia Deserta
possui uma das mais amplas visões da orla da cidade e também de Ilhabela. A praia é estritamente residencial, localizada a
margem da rodovia SP-55.
Boa para a prática de: Ciclismo, caminhada, caiaque, frescobol,
entre outros.
Infra-estrutura: Possui em sua orla um calçadão e uma ciclovia, com
barras para exercício físico e mesas com tabuleiro para dama ou xadrez. O
bairro da Praia Deserta abriga ainda o único motel da cidade, localizado na
rodovia SP-55 e com vista para o mar.
Distâncias: Centro a 1,5 km, São Paulo a 204 km.
Acesso: Pela Avenida Dr. Manoel Hipólito do Rego.
Praia
Porto Grande
A praia do porto Grande é famosa entre os velejadores. De areia branca, fofa e mar calmo, suas águas
são abertas para o Canal, sendo perfeita para a prática da vela. Tanto pela
velocidade de seus ventos quanto pela segurança do Canal de São Sebastião.
Boa para a prática de: Vela, vôlei e futebol de praia, caminhada, caiaque,
entre outros.
Infra-estrutura: Próxima ao Centro da cidade, o bairro Porto Grande
oferece opções de alimentação, hospedagem e centros médicos.
Distâncias: Centro a 1 km, São Paulo a 204 km. Pela Avenida Dr. Manoel Hipólito do Rego.
Praia
Preta
Pequena, mas charmosa, assim é a praia Preta que possui
areias escuras, firmes e mar calmo. Pela segurança e tranqüilidade que oferece
é boa para toda família. A poucos metros da praia existe ainda o “Morro da Prainha”, que proporciona uma das mais belas vistas de toda
a cidade.
Boa para a prática de: Futebol e vôlei de praia, caiaque, frescobol, natação, entre outros.
Infra-estrutura: Próximo a praia estão
localizados campings, hotel e padaria.
Distâncias: Centro a 1,5 km, São Paulo a 200 km.
Praia
Grande
A Praia Grande tem areias brancas e águas mansas,
excelente para banho. É uma das melhores opções para quem está na região
central da cidade. Espalhados pela praia vários coqueiros anões embelezam sua
orla. Na Praia Grande está localizado o Balneário dos Trabalhadores,
com infraestrutura para receber diversos
grupos de visitantes. Possui quadras poliesportivas,
estacionamento, vestiários com banho, bar e lanchonete. Atualmente o local
passa por reformas, pois ele será transformado em um parque temático. Trata-se
da obra do Centro de Esportes Radicais, que deverá ser iniciada no mês de março
de 2006. A obra prevê ainda reforma dos sanitários, revitalização do museu do
mar e adequação de todo o Balneário dos Trabalhadores à Lei de Acessibilidade,
o que inclui calçadas e um deck até próximo ao mar.
Também serão reformuladas os espaços para lojas e
eventos. Em razão da temporada de verão, o estacionamento para veículos de
passeio será liberado.
Infra-estrutura: O Centro terá pistas de skate
e bicicross para competições; área de arvorismo com nove metros de altura; mega tirolesa (a maior do Brasil, com 400 metros de comprimento entre a
montanha e o mar); arvorismo mirim; parede de
escalada; quadras de futebol, vôlei e tênis; playground; sala de enfermaria;
refeitório; sala de treinamento; sala para Corpo de Bombeiros; quiosques para
famílias; píer para atracação de barcos de passeio; quatro quiosques para
restaurantes e praça de alimentação.
Distâncias: Centro a 2 km, São Paulo a 201 Km.
Acesso: Rod. Prestes Maia (SP-055/BR-101 Rio-Santos) Km 129.
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Praia pequena e de
difícil acesso, ela fascina a todos seus visitantes pela tranqüilidade. Com
areias claras e fofas e mar calmo, a praia é perfeita para toda família. Para
chegar até ela é necessário pegar uma pequena trilha.
Boa para a prática de: Caminhada, natação, caiaque, entre outros. Infra-estrutura:
Localizada na margem da SP-55, é uma praia selvagem sem infra-estrutura.
Distâncias: Centro a 3 km, São Paulo
a 200 km.
Acesso: Rod. Prestes Maia (SP-055/BR-101 Rio-Santos) km 131.
Praia de Baraqueçaba
Possui
uma larga faixa de areia dura e escura, ótima para a
prática de esportes. Suas águas são mansas, perfeitas para um banho de mar com
segurança e tranqüilidade. Barequeçaba é uma praia limpa e tranqüila, ideal para relaxar e curtir com
toda a família, pegar um sol e esquecer o stress e a correria do dia-a-dia. Bem
próxima ao centro de São Sebastião, esta é uma praia bastante popular. Um
passeio subindo o morro das Sete Voltas é um exercício gratificante, pela vista
que roporciona.
Boa para a prática de: Muitas atividades, uma vez que a areia é dura e
ótima para diversos esportes, como futebol e vôlei de praia, caminhada, frescobol, ciclismo, futvôlei,
entre outros. No mar e no ar também tem agitação com paraglider,
kitesurf, mergulho, entre outros.
Infra-estrutura: Diversos quiosques e barracas na areia oferecem toda a
infra-estrutura para um dia perfeito na praia. No bairro localiza-se
também mercearias, adega, padaria, hotéis, pousadas, bares e pequenos
restaurantes que servem comida caseira. Próximo a
estrada estão localizadas as residências de alguns artesãos e uma fazendinha
que comercializa produtos lácteos frescos.
Distâncias: São Paulo a 186km, Bertioga a 89km, Centro a 5km.
Guaecá
Esta
é a praia de todas as tribos, com uma beleza incomum. De areias claras, finas e
mar agitado, a praia é marcada pela proximidade entre a Mata Atlântica e o mar.
A galera do surf fica no canto norte, lado esquerdo da praia, onde o mar
apresenta arrebentação forte e muitos buracos, exigindo cautela. Do meio até o
canto direito o mar é mais tranqüilo. Ao sul, a praia possui um rio, bastante
freqüentado pelas crianças. Ao longo da praia enormes chapéus-de-sol abrigam as
famílias. Da ponta norte, decolam voadores de asa delta e paraglider.
Há espaço de sobra para jogar frescobol, correr ou
caminhar na areia. Para quem estiver de barco, vale ainda uma visita à Toca do
Bicho, que segundo os caiçaras, teria abrigado uma serpente devoradora de
barcos, expulsa pelo Padre Anchieta em uma de suas passagens pelo Litoral
Norte. Ao Sul também é possível pegar uma pequena trilha de fácil acesso que
leva a uma bela cachoeira.
Boa para a prática de: Vôos de asa delta e paraglider,
surf, caminhada, frescobol, vôlei de praia, passeios
náuticos, trilhas, entre outros.
Infra-estrutura: O bairro é estritamente residencial. Na praia, grande
parte dos serviços fica por conta dos ambulantes. No acesso a praia pela
Rodovia, há um posto da Polícia Rodoviária Estadual.
Distâncias:
Centro a 7km, São Paulo a 184km, Bertioga a 87 km.
Acesso: Rod. Prestes Maia (SP-055/BR-101 Rio-Santos) Km 135.
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Acesso somente a pé, por
uma trilha a partir do Canto Sul do Guaecá, com uma
paisagem belíssima, propiciando assim uma boa opção de caminhada. Trata-se de
um paraíso inabitado, com areias claras, finas e mar pouco agitado, a praia é
perfeita para os que gostam de apreciar a natureza. Avistada do mar ela fica
ainda mais encantadora.
Boa para a prática de: Trilha, natação, passeios náuticos, entre outros.
Infra-estrutura: Por ter acesso somente por trilha ou pelo mar, fica
impossibilitado oferecer serviços no local. É uma praia rústica e selvagem boa
para quem gosta de aventuras.
Distâncias:São Paulo a 190 km,
Bertioga a 80 km, Centro a 10 km.
Acesso: Rod. Prestes Maia (SP-055/Br-101 Rio-Santos) Km 137.
Toque Toque Grande
Essa
praia já encanta na chegada. Em frente ao acesso pela rodovia SP-55 há uma
majestosa cachoeira. Trata-se de uma encantadora enseadinha
com águas que vão do verde ao azul. Ao contrário do que o nome sugere tudo aqui
é pequeno, exceto a beleza. Toque-Toque Grande tem uma simpática vila de
pescadores, que convivem em paz com a mordomia dos veranistas. Ela também é um
dos núcleos de pesca artesanal do município. De areias grossas e soltas o mar
pode variar desde uma grande piscina de águas tranqüilas, até ondas fortes no
meio, inadequadas para o surf pois a arrebentação é
próxima à praia. Em frente à praia levemente inclinada há uma pracinha
ajardinada com uma tradicional capela. Em frente a
praia está a Ilha de Toque-Toque Grande, que por ser voltada para o oeste,
proporciona um pôr-do-sol inesquecível. Além de riqueza marinha, as águas
cristalinas e as rochas que a cercam convidam ao mergulho e à pesca esportiva.
Boa para a prática de: Escalada nas pedras, trilhas,
pesca, natação, futebol e vôlei de praia, entre outros.
Infra-estrutura: À beira mar é possível provar frutos mar fresquinhos.
Distâncias:
Centro a 10 km, São Paulo a 181 km, Bertioga a 84 km.
Acesso: Rod. Prestes Maia (SP-055/BR-101 Rio-Santos) Km 135.
Praia das Calhetas
Um pedaço do paraíso.
Assim é a pequena península, localizada entre os bairros de Toque-Toque Grande
e Toque-Toque Pequeno. Pouco conhecida, ela tem acesso apenas para pedestres. A
entrada é feita por um condomínio fechado, às margens da rodovia. A descida
pode ser feita pela entrada principal, por uma portaria, ou ainda por uma
trilha que tem como referência uma grande mangueira, ao lado da rodovia. Da
estrada até a praia, são aproximadamente 10 minutos de caminhada, porém, o
contato com a natureza e a linda vista para o mar, recompensam o esforço da
descida. Com vegetação nativa, areia clara e mar pouco agitado, a praia possui
uma beleza exuberante. Em frente é possível avistar ainda a Ilha de Toque Toque Grande o que torna a
paisagem ainda mais paradisíaca. Para completar o cenário Calhetas
tem ainda uma cachoeira com queda de mais ou menos 40 metros. Cercada de mata
atlântica, é um passeio que vale a pena para quem não
se preocupa muito com borrachudos e mutucas. O caminho para a cachoeira é o
mesmo da praia.Continue a pé após ter passado a portaria, quando estiver
descendo a estrada particular você vai ver uma casa tipo guarita, entre num
bosque arborizado a direita da estrada e ande uns 5 minutos até a cachoeira.
Boa para a prática de: Natação, frescobol,
trilhas, rapel, entre outros.
Infra-estrutura: Por ter acesso restrito, é uma praia muito rústica e
sem infra-estrutura, apesar de habitada por veranistas.
Distâncias: Centro a 16 km, São
Paulo a 187 km, Bertioga a 78 km.
Acesso via Rod Prestes Maia (SP-055/BR-101 Rio-Santos) Km 144.
Toque-Toque Pequeno
Com
areias claras, fofas e grossas, a praia de Toque-Toque Pequeno conserva ainda
todo encanto tradicional dos pescadores da cidade. É uma pequena e linda praia
freqüentada por famílias e casais enamorados que buscam tranqüilidade. Uma
pequena capelinha construída no início do século, ainda mantém a memória dos
antigos ocupantes da vila. Estritamente residencial, a praia possui uma
belíssima vista ao norte, de onde se avista a Ilha de Toque-Toque Pequeno, que
avistada da praia aparenta-se com uma tartaruga .
Boa para a prática de: Pesca, natação, mergulho, caminhada, frescobol, entre outros.
Infra-estrutura: Marcada pelos condomínios o bairro tem ainda pousadas para
receber turistas. Devido aos pescadores do bairro,
diversos peixes são vendidos na beira da praia.
Distâncias:
Centro a 13 km, São Paulo a 184 km, Bertioga a 75 km.
Acesso: Rod. Prestes Maia (SP-055/BR-101 Rio-Santos) Km 147.